quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Esta é para o caro amigo PNCS…LOL

  Esta foto é uma resposta ao meu amigo PNCS, sobre o sorriso!!!DSC00607Para ele também não podia deixar de dar uma dica, pois ele anda a precisar de “ideias luminosas” sobre pontes… como tal deixo aqui algumas fotos de possíveis sugestões!!!DSC00620DSC00543DSC_0025 DSC00539DSC00596 DSC00511Sem duvida uma excelente escolha de Hotel, quer pela sua localização, pois fica perto de tudo, quer pela qualidade, bem como simpatia dos profissionais…

( HOTEL CARLTON ON THE GRANDE CANAL )DSC00609 DSC_0016DSC_0015

DSC_0014Algumas fotos de Veneza…DSC_0036

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DSC00529  DSC_0098  DSC_0046Onde comer em Veneza??? Todos os locais são óptimos, mas a carteira cheia de dinheiro é obrigatoriedade… Não esquecer que alem do preço das ementas acresce uma taxa de 12% para o serviço… Preço médio por pessoa, entre 20€ e 35€.  DSC00579É bom saber que os acompanhamentos não estão incluídos, e caso queiram custam tanto como o prato principal…Quanto à sopa, aconselho a comerem em casa, pois a média dos preços de um prato de sopa varia entre 8€ e 16€… Dá que pensar!!! DSC00513 DSC00571

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

VENEZA 2010

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É sem dúvida uma cidade a visitar, amanhã talvez vá a Roma…

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Restaurante sugerido no EDV…

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O Primeiro restaurante sugerido de Caldas de S. Jorge pelo EDV…

domingo, 7 de fevereiro de 2010

FOTOS – APRESENTAÇÃO DO LIVRO MAR DAS ESPECIARIAS…

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É CASO PARA DIZER SÓ PERDEU QUE NÃO ESTEVE PRESENTE…

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Joaquim Magalhães de Castro…

Caros amigas/os,

Durante o mês de Fevereiro vou fazer uma série de apresentações do livro «Mar das Especiarias», Editorial Presença, lançado em Abril do ano passado. (Ver Calendário).

Eis uma boa oportunidade para falarmos acerca do riquíssimo legado português ainda existente no arquipélago indonésio.

Em Anexo, envio informação relevante sobre o livro em questão.

A todos os que puderem estar presentes, sejam bem-vindos. Aos outros, aos que estão longe… sejam bem-vindos também!

Um grande abraço,

Joaquim

Apresentação do livro «Mar das Especiarias», de Joaquim Magalhães de Castro

CALENDÁRIO do mês de FEVEREIRO

Dia 4 de Fevereiro, Palácio da Independência, Lisboa, pelas 18:30.

Com apresentação do historiador Jorge dos Santos Alves, Universidade Católica.

Dia 6 de Fevereiro – Salão das Termas, Caldas de São Jorge, pelas 20:00.

Com apresentação do médico e escritor Miguel Miranda.

Dia 7 de Fevereiro – FNAC do Norte Shopping, Porto, pelas 17:00.

Com apresentação do historiador Jorge Fernandes Alves, Universidade do Porto.

Dia 13 de Fevereiro – Biblioteca Municipal, Santa Maria da Feira, pelas 18:30.

Dia 19 de Fevereiro – Convento Corpus Christi, Gaia, pelas 18:30

Com apresentação do historiador Vítor Teixeira, da Universidade Católica do Porto.

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INTRODUÇÃO DO LIVRO - «Mar das Especiarias» – O legado português na Indonésia…

Quando, em 1511, Francisco Serrão e António Abreu aportaram nas ilhas a que dariam o nome de Molucas, ignoravam certamente o peso da herança que ali iriam deixar para as gerações vindouras. De mero entreposto comercial entre o Ocidente e o Oriente, porto de mar na Rota do Sândalo, as ilhas das Sundas Menores e do mar de Banda, na Indonésia, tornaram-se num dos mais fortes e singulares bastiões do legado deixado pelos portugueses na sua epopeia marítima. O resultado de apenas cento e cinquenta anos de convivência entre portugueses e indonésios traduz-se, hoje, na cumplicidade e no carinho demonstrados pelos habitantes destas outrora «Ilhas do Trato» na presença de um lusitano.

A língua, a música, a dança, os trajes, as lendas, a arquitectura, as manifestações culturais e religiosas, a patronímica e a toponímia são os testemunhos mais evidentes da herança aí deixada pelo povo português há mais de trezentos anos, a qual não só sobreviveu à posterior colonização e hegemonia marítima holandesa mas que, acima de tudo, resistiu ao tempo. As culturas locais de ilhas como Flores, Ternate, Amboíno,Timor, Solor e Adonara assimilaram de uma forma profunda e a níveis diversos a cultura portuguesa que ainda nos dias de hoje é respeitada e acarinhada como fazendo parte da sua identidade.

Ao longo das várias viagens que realizei pelo Sudeste asiático, um privilégio a que a minha residência em Macau permitiu, visitei alguns desses locais. Fi-lo, porém, numa perspectiva de viajante, sem qualquer preocupação que não a de simples observação e usufruto directo do que experienciava. Entre os meses de Junho e Setembro de 2005 desloquei-me, uma vez mais, à Indonésia, desta feita com um objectivo preciso.

Fora-me concedida uma bolsa de curta duração pela Fundação Oriente para investigar traços da presença portuguesa nos seus mais diversos aspectos. As expectativas que tinha dessa viagem foram largamente ultrapassadas, mas o visto indonésio, que era apenas válido por um mês, foi um factor limitativo. Vi-me obrigado a fazer duas deslocações a Timor para, em Díli, na Embaixada indonésia, renovar a autorização. Esse intervalo forçado, numa ilha com ligações geográficas e histórico-culturais à região anteriormente visitada, permitiu-me recolher novos dados que me levariam a locais na Indonésia que não estavam previstos na minha calendarização inicial.

E foi precisamente devido a essa interligação que decidi dedicar algumas páginas à parte ocidental de Timor, que apenas percorri de autocarro, e à sua capital, Kupang, onde permaneci alguns dias. Como material de apoio e, de certa forma, como guia de viagem utilizei o livro de António Pinto da França, Portuguese Influence in Indonesia, publicado em 1970, em inglês, pela editora Gunung Agung, Jacarta, e posteriormente reeditado, em 1985, pela Fundação Calouste Gulbenkian, em português. Outros dois livros, o Tratado dos Descobrimentos, da autoria de António Galvão, e o Tratado das Ilhas Malucas, de autor anónimo, orientaram e enriqueceram não só o meu percurso como também a observação e interpretação das realidades com que me fui confrontando.

Pode dizer-se que essas obras serviram de fio condutor a investigações que ultrapassaram o âmbito inicial a que me propunha. Em termos formais, optei pelo diário de viagem intercalado com reportagem jornalística de cariz histórico, precisamente para poder chegar junto de um público mais vasto. Registei depoimentos, fiz entrevistas. Fotografei. Filmei. Gravei canções, orações e discursos em português arcaico. Compilei listas de palavras portuguesas ainda hoje utilizadas nos dialectos locais e em bahasa, a língua oficial da Indonésia. Reuni documentos com tradições orais que remontam ao século XVI. Testemunhei cerimónias pascais. Enfim, contactei de perto com as comunidades de luso-descendentes e com todas as que a elas me conduziram. Fiquei surpreendido com a quantidade e diversidade de vestígios da passagem dos portugueses, sendo o mais notório a quantidade de apelidos e palavras cuja sonoridade me era muito familiar. Foi graças a elas que me acerquei do que mais me interessava nessa viagem: as pessoas. Estas receberam-me com a avidez de quem tem algo para mostrar e contar, melhor dizendo, algo para preservar, se bem que o fizessem de um modo quase inconsciente.

Houve, no entanto, quem demonstrasse ser guardião de uma memória ancestral e colectiva, naquilo que entendi ser uma questão de sobrevivência.

Por diversas razões, muitos locais ficaram por visitar, mormente nas Celebes e nas Molucas. Locais como as ilhas de Halamera, Morotai, Makian, Bachan, Seram, Banda, Tanimbar, bem como toda a região de Manado, a norte das Celebes, teriam revelado elementos para os quais iria preparado, e estou certo das muitas surpresas que me esperariam. A sua descoberta, porém, terá de ficar para uma nova deslocação àquele arquipélago, uma tarefa que dará, porventura, matéria para uma outra narrativa. Assim o espero. Quanto ao trabalho resultante dessa viagem, considero-o um exercício de resgate de um espólio, não material, mas temporal e espiritual, que nos pertence e do qual devemos estar conscientes. Compete-nos, pois, participar na preservação dessa memória da cultura lusa, que assume aqui uma das suas formas mais resistentes.

Joaquim Magalhães de Castro

PREFÁCIO DE Ana Gomes…

O folhear das páginas do livro de Joaquim Magalhães de Castro Mar das Especiarias proporciona um impressivo relato das mil e uma aventuras deste português que, no despontar do

Século XXI, se meteu intrepidamente pelo mar fora, seguindo as peugadas de muitos dos nossos antepassados, com o objectivo de encontrar vestígios por eles deixados no fabuloso arquipélago

das especiarias que hoje constitui a República da Indonésia.

O autor confronta-se — e confronta-nos — ora com testemunhos vivos da nossa História ora com «estórias» que as brumas do tempo transformaram em quase realidade, permanecendo

vivas no imaginário colectivo dos povos dessas longínquas paragens.

Partilhando as extraordinárias experiências do autor, o livro constitui um aliciante convite à aventura e à descoberta do que Portugal levou aos povos das ilhas indonésias — e do

que também deles trouxe. Mas ainda nos interpela, como apelo à urgência de um trabalho técnico-científico de fundo, concertado entre especialistas indonésios e portugueses, que não

deixe perder-se para sempre o que ainda resta dos traços daquelas decisivas passadas no processo de globalização económica e cultural de um mundo que, de repente, se tornara

redondo...

Deliciam as conversas que espontaneamente suscitam comparações e conduzem à revelação de semelhanças em termos tão comuns como serdadu (soldado), almari (armário), kondi (conde),

manina (menina), joget (joguete) ou tanjidor (aquele que tange um instrumento). Extasia o cuidado e empenho que Edmundus Pareira terá posto na redacção do discurso de boas-vindas ao Embaixador de Portugal em Jacarta!

Foi com indizível prazer, embora roída de saudades das paisagens e gentes da Indonésia, que devorei o relato do saltitar a que o autor se sujeitou, ao longo de quase sete mil quilómetros de mar e ilhas, transpondo inevitáveis e incontáveis dificuldades físicas e

logísticas. Joaquim Magalhães de Castro foi muito além de anteriores cronistas, na insaciável curiosidade, na avidez de descobrir e na capacidade de registar. Ele faculta-nos hoje, quando estão prestes a completar-se 500 anos após a chegada dos primeiros portugueses àquelas paragens, um extensivo trabalho de recolha, não só dos testemunhos vivos do nosso ancestral destemor do desconhecido, como da nossa vocação para reconhecer o Outro

e para estabelecer pontes de partilha de saberes, experiências e interesses.

Guardo como tesouro a recordação e as fotografias dos caminhos que percorri, das personagens com quem me cruzei, dos costumes e tradições que descobri ou reconheci, desde Lamno, na

ponta do Aceh, em Samatra, a Atambua, em Timor Ocidental; passando por Java, Bali, Lombok, Sumbas, Celebes, Flores, Molucas e o Bornéu. Caminhos por onde Joaquim Magalhães de Castro se aventurou também, em deambulação que o levou muito

mais longe e que explorou muito mais a fundo. A minha missão na Indonésia durou apenas quatro curtos anos, entre 1999 e 2003, com obrigações que me impediam o afastamento prolongado de Jacarta. O admirável relato das explorações de Joaquim Magalhães

de Castro espicaça-me o desejo de um dia voltar, mais liberta e demoradamente, para desfrutar do prazer de me entranhar de novo no verde de palmeiras e arrozais, nos azuis de céus e mares,

na altura fumegante dos vulcões e na planura das povoações acolhedoras, para saborear mais conversas com mulheres e homens de outras culturas e línguas que, contra ventos e marés, cuidam de preservar a memória que, sabem, lhes alargou os horizontes: a de Portugal e dos antigos portugueses.

Bruxelas, 29 de Janeiro de 2009

Ana Gomes

Eurodeputada e ex-Embaixadora de Portugal em Jacarta

PREFÁCIO DE António Pinto da França

De 1965 a 1970 estive como Encarregado de Negócios na Indonésia. Era então muito jovem e daí a inesgotável vitalidade que me animava e a devastadora curiosidade que me roía. Foi nesse «estado de graça» que mergulhei na Indonésia, estabeleci contactos, fiz amigos, viajei tanto quanto pude até às mais remotas paragens do país. Cedo comecei a deparar-me com palavras de origem portuguesa, algumas de saboroso gosto arcaico, de nomes próprios e apelidos cujo número ia aumentando constantemente. Depois veio a descoberta de música de raiz portuguesa, de canções, de trajes, de ruínas, de canhões, de preciosos objectos de culto religioso, alguns ainda do século XVI, que nós deixámos espalhados por todo aquele imenso arquipélago. Mas ainda mais impressionante terá sido descobrir os imponderáveis. De como estava viva a memória, entre o povo indonésio, mesmo entre os mais simples, de Portugal e dos portugueses. Quando sabiam donde vínhamos, festejavam--nos como se acabassem de encontrar um amigo antigo que não viam há muito tempo e punham-se logo a falar de coisas que recordavam, de acontecimentos remotos, de recordações materiais que por lá haviam ficado. E este fenómeno revelava-se ainda mais extraordinário quando dávamos conta que os contactos estreitos entre portugueses e indonésios se haviam interrompido séculos atrás e que muito os holandeses se haviam esforçado, no passado, por apagar todos os vestígios portugueses quer de carácter material quer de carácter espiritual. Face à descoberta de todas essas coisas, que sabia inteiramente desconhecidas em Portugal e constituíam portanto material «virgem», fui caindo num maravilhamento e comecei a anotar e a fotografar sistematicamente quanto encontrava que tivesse a marca da nossa passagem pela Indonésia.

Falava tantas vezes destas minhas demandas a amigos indonésios que a certa altura me convidaram para fazer uma conferência sobre o tema, o que aceitei. Posteriormente, face ao texto que preparara e às fotografias de que dispunha, veio-me à ideia que poderia tentar a publicação de uma obra que registasse as descobertas que fizera. Falei com editores indonésios que logo se mostraram entusiasmados e conseguiu-se o mecenato da Fundação Calouste Gulbenkian para a publicação da obra e, em 1969, saiu assim a primeira edição da Influência Portuguesa na Indonésia em inglês. Seria mais tarde reeditada pela Fundação Gulbenkian também em inglês, depois, já em 2001, em nova edição indonésia e em língua indonésia e, finalmente, em 2004 em português na editora Prefácio.

Bem consciente de que a voragem do tempo tudo vai diluindo, tentei bem cedo que fosse enviado à Indonésia alguém mais preparado que eu para melhor investigar os vários aspectos da herança portuguesa que eu tinha assinalado. Baldados esforços. Mais tarde, só após encerrado com a Indonésia o conflito em torno de Timor e a partir de 2006, a recém-formada ALIAC (Associação Luso-Indonésia de Amizade e Cooperação) teve oportunidade de enviar àquele país quatro missões de peritos que foram estudar as seguintes áreas: Raízes portuguesas da música das Flores e de Tugu (Professor João Soeiro de Carvalho); Inventariação do património português subsistente em Sica e Larantuca na ilha das Flores (Senhora Dona M.ª HelenaMendes

Pinto); Fortalezas e armaria portuguesas nas Molucas (Dr. Manuel Lobato); Comunidade de Tugu, nas imediações de Jacarta (Dr.ª M.ª de Jesus Espada).

Verificou-se, como já seria de esperar, que a erosão do tempo, agravada pela aceleração da História que a globalização acarretou, havia já tido efeito nocivo na herança e na influência cultural portuguesa que eu havia detectado na Indonésia quarenta anos atrás.

Face a este quadro, muito é de louvar a obra de Joaquim Magalhães de Castro, que agora se publica. Impulsionado por uma viva curiosidade, com um notável espírito de aventura, a minha obra acima referida a servir-lhe de guia, meteu-se a caminho através de longínquas regiões da Indonésia, onde ainda se viaja como em tempos remotos, na paixão de reencontrar os vestígios

portugueses. Chegou mesmo a locais onde, para minha inveja, nunca consegui ir. O texto é construído de uma forma muito original, um misto de diário e entrevistas, que torna a obra muito viva e atraente. Com que prazer se navega neste mar das especiarias! Mas, acima de tudo, esta obra tem o grande mérito de mais uma vez chamar a atenção dos portugueses para um património precioso que lamentavelmente anda tão esquecido. Portugal ignora e menospreza o prestígio de que ainda goza na Ásia, difícil de explicar para país tão pequeno e séculos decorridos após a nossa presença naquele continente. Para além de nada fazermos para preservar laços milagrosamente prevalecentes, nós vimos perdendo também oportunidades e vantagens em termos económicos.

Lisboa, 16 de Dezembro de 2008

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Postais de Natal…

POSTAL DE NATAL

domingo, 13 de dezembro de 2009

Itália no seu seu melhor!!!

domingo, 6 de dezembro de 2009

Monarquia sempre...


Citando S.A.R., subscrevo-o por inteiro: "uma Chefia de Estado independente dos poderes políticos e económicos, livre de pressões, respeitadora das instituições e defensora do seu correcto funcionamento, alheia a querelas partidárias e a favoritismos, preocupada com o longo prazo e não com imediatismos influenciados por calendários eleitorais é o complemento fundamental que a Monarquia pode oferecer a um Estado moderno."


Viva Portugal

D. Duarte de Bragança: Mensagem do 1º de Dezembro 2009


Portugal atravessa uma grave crise económica com reflexos políticos e sociais preocupantes. A crise financeira e económica internacional não constitui justificação suficiente para o estado em que se encontra o País: torna-se evidente que, quando esta se desvanecer, a crise estrutural interna permanecerá.

O País está doente e maltratado. Adivinham-se tempos difíceis: as instituições do Estado estão fragilizadas; o desemprego aumenta e a pobreza alastra; o sistema educativo tem sido contestado por alunos e professores ; a insegurança, a criminalidade organizada - violenta e económica - e a corrupção, multiplicam-se; o poder judicial está ameaçado por falta de meios materiais e por legislação absolutamente desajustada das realidades. Nunca é demais relembrar que, onde não há Justiça, não há Democracia.

São muitas as vozes autorizadas e insuspeitas - como as da Cáritas e da AMI - que têm vindo a alertar para a vergonha da pobreza estrutural que existe no nosso País - acima dos 40%. De facto, se não se agir agora, as gerações futuras não nos perdoarão!
É chegado o momento de olharmos para o nosso Portugal tão desaproveitado nos seus recursos materiais e sobretudo na capacidade das nossas gentes, particularmente no interior onde me desloquei em numerosas visitas a convite das Câmaras Municipais, tendo compartilhado as alegrias e preocupações de populações tantas vezes esquecidas.
Saibamos apoiar as organizações de voluntários que generosamente trabalham para resolver os problemas, desde as mais antigas, como as Santas Casas da Misericórdia, até às mais recente, leigas ou religiosas. Torna-se imperioso que o Estado colabore melhor com elas em vez de desperdiçar recursos e prejudicar o que temos e fazemos de bem. Temos de nos lembrar que tudo o que o Estado gasta é pago por nós ou será pago pelos nossos filhos…

Saibamos defender o equilíbrio do meio ambiente e da nossa paisagem humanizada, temas em que, desde sempre, me tenho empenhado e que necessitam do envolvimento de todos.

Saibamos lutar pela promoção da Lusofonia e solidariedade entre os países membros da CPLP, como uma causa de importância decisiva do nosso futuro comum. Quero saudar o Brasil, terra da minha Mãe, onde a acção determinada do Presidente Lula da Silva tem possibilitado o estreitar das relações especiais que sempre existiram com Portugal.

Com a União Europeia temos um válido projecto político e económico comum, mas falta-lhe uma ” alma “, porque, infelizmente, quem decidiu recusou-se a reconhecer a matriz cristã da nossa cultura…

Mas é na Comunidade Lusófona que encontramos “a nossa família”, e os laços de família são mais fortes do que os interesses económicos, são de natureza afectiva. Mas nunca esqueçamos que, se não forem devidamente cuidados, o mais certo é desaparecerem…

Saibamos preservar instituições fundamentais da Sociedade como a Família. Esta, como outras, está sujeita a um desgaste sem precedentes visando a sua dissolução.
Ela é, na verdade, a base da construção de uma sociedade fortalecida no espírito de entreajuda, respeito pela vida humana e formação responsável, valores que, só no seu seio, são susceptíveis de ser naturalmente assimilados. Só por esta via, sairá reforçada a liberdade de consciência que permitirá, a cada um e a todos, resistir, preservando-a das crescentes tentativas abusivas de ingerência externa que pretendem impor novos conceitos de “família”.

É na Família, e não pelo Estado, que já hoje - e como o futuro próximo se encarregará de demonstrar - se desenvolve incondicionalmente o verdadeiro espírito de solidariedade para com os seus membros mais necessitados, seja na doença ou na pobreza.

É na Família que se constroem os alicerces de educação, respeito e disciplina, tão necessários à organização social, relativamente aos quais o Estado só consegue desenvolver acções complementares e pontuais.

Tudo isto porque a vida social autêntica e equilibrada tem início na consciência individual que cada um vai formando no seu próprio ambiente familiar.
Chegou a hora de acordar as consciências e reunir vontades para levantar Portugal, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse.

O futuro de Portugal tem de ser encarado com esperança assente num projecto para o País tal como fez, há seis séculos e no auge de outra crise, o nosso maior herói, D. Nuno Álvares Pereira.

O Condestável Nun’ Alvares colocou convicta e corajosamente, num invulgar espírito de serviço, todo o seu talento, competência e generosidade na defesa da independência e da identidade nacional, cujo projecto foi transformado num ideal grandioso de Pátria e de Missão o qual, pouco tempo depois, permitiu abrir ” novos mundos ao Mundo”.
O seu exemplo de abnegação, coragem na luta pelas suas justas convicções e amor por Portugal, deverá ser fonte de inspiração para todos os Portugueses, como felizmente parecem comprovar as inúmeras manifestações civis e militares que, espontaneamente, têm surgido, de Norte a Sul, no País.

Vem a propósito recordar a importância que o Condestável atribuía à liderança, disciplina e motivação nas Forças Armadas, e particularmente na formação cívica de jovens militares, numa altura em que o Colégio Militar, a mais antiga Instituição Militar de Ensino da Europa é vítima de uma campanha de fins dissimulados. É bom realçar que, há mais de dois séculos, esta honrada e sólida Instituição tem formado gerações de jovens que vieram a prestar relevantes serviços à Pátria, quantas vezes com o preço da própria vida.
Numa época conturbada como a que se vive hoje em Portugal, prepara-se, com grande despesismo, a comemoração, em 2010, do centenário da República.
Tratarei desse tema em ocasião mais apropriada. Apenas saliento que a actual “terceira República”,de constituição Democrática , é bastante semelhante à Monarquia vigente em 1910. A diferença maior está na Chefia de Estado, de eleição periódica por sufrágio universal, na República, e de permanência vitalícia na Monarquia, salvo no caso dos Portugueses, democraticamente, num caso extremo, promoverem a substituição do Rei .

Eu não duvido que uma Chefia de Estado independente dos poderes políticos e económicos, livre de pressões, respeitadora das instituições e defensora do seu correcto funcionamento, alheia a querelas partidárias e a favoritismos, preocupada com o longo prazo e não com imediatismos influenciados por calendários eleitorais é o complemento fundamental que a Monarquia pode oferecer a um Estado moderno.
Não é por acaso que, as Democracias mais desenvolvidas e estáveis da União Europeia são Monarquias.

Em vários países do Norte da Europa ouvi destacados políticos afirmarem que “vivemos em República, mas o nosso Rei é o melhor defensor da nossa República“. Chegou o tempo de os portugueses pensarem com coragem e em consciência se, o que se entende por República, não seria melhor servida por um Rei?
Estou convicto que saberemos encontrar o nosso caminho, discernindo as nossas prioridades, e encontrando pacificamente, as melhores soluções para o verdadeiro progresso do País.

Apelo a todos, autoridades e políticos, autarcas eleitos, empresários, agricultores, profissionais do sector público ou privado, apelo aos que se vêm no desemprego, aos estudantes e reformados, apelo à Igreja e aos cultos confessionais, aos que emigram e imigram, que ponham as suas capacidades ao serviço de Portugal.
É tempo de solidariedade, é tempo de acção e de esperança num futuro melhor para as gerações dos nossos descendentes.

Servir Portugal, estar próximo dos portugueses, essa foi a Herança que recebi e que aqui uma vez mais assumo, e que, com a minha Mulher, também transmitirei aos nossos filhos!
Viva Portugal!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

“REOS DE S.JORGE, VILLA DA FEIRA”1829

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Revista Lusitana‎ - Página 324

editado por José Leite Vasconcellos – 1901

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Adeus, Caldas de S. Jorge, Adeus, amigo banheiro, A saúde vae na mesma, A bolsa vae sem dinheiro.

As Caldas de S. Jorge: concelho da feira.

As Caldas de S. Jorge: concelho da feira.

by Antonio Ferreira Pinto
Publicado em 1890, Typ. de Arthur José de Sousa (Porto)

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A polémica sobre o casamento civil, 1865-1867

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Publicado em 1987, Instituto Nacional de Investigação Científica, Distribuição, Impr. Nacional--Casa da Moeda (Lisboa)

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POEMA DE 1850 ESCRITO NAS CALDAS DE S. JORGE…

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Eu abomino as cidades,
Essa turba delirante,
Esse mundo trèdo e falso,
Que chamam mundo brilhante.

Despreso-lhe o seu orgulho,
O seu ouro, os seus brazões,
As soberbas equipagens,
Os seus immensos salões.

Enojam-me as suas polkas,
Seus estupidos leoes,
Seus ridiculos tregeitos,
Suas vis adulaçôes.

Amo a casinha d'aldêa,
Amo do prado a verdura,
Amo o limpido regato,
Amo do bosque a espessura.

Encanta-me ouvir no monte.
O cordeirinho a balar,
Encanta-me ouvir a rola,
Nos pinheiraes a rolar.

Gosto da rustica ponte

Sobre o ribeiro lançada,

Amo a casinha do moinho,

De leve palha colmada.

Apraz-me a lida da caca,

Gosto da pesca do rio,

Apraz-me ouvir as cachopas

A cantar ao desafio.

Apraz-me a rega do milho,

Gosto de vê-lo segar;

E da malha do centeio,

D'arrigada do linhar.

Gosto d'ouvir o zagal

Na viola a descantar,

Amo a chula, a ramaldeira,

A canna verde no mar.

S. Jorge — Julho de I850.

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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Um dos melhores locais para visitar…

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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Finalmente de Férias…

  Este foi o Hotel escolhido para uns dias de repouso em Portugal. Foi escolhido à sorte e não fiquei nada arrependido. Tem um excelente SPA gratuito para todos os hospedes, os quartos são gigantescos, a casa de banho é sem duvida a melhor e com o melhor gosto que vi em Hotéis. Untitled-3_copy_jpgREWRWE  097356a_hb_p_0104 viana_img_0318

domingo, 9 de agosto de 2009

Dia 21 é para o País das “Arrebitadas”… lol

Esta viagem foi atrasada vários anos, vamos a ver se é desta que vou visitar um dos locais que mais me intriga.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

De Medieval só mesmo a Organização e os Apagões…

mcs

Se existe evento medieval, é mesmo o da Feira, mas só a nível organizativo, fique já bem claro.

Pelo que me lembro nunca vi este evento tão abandalhado como este ano, quer a nível de organização, quer pela escolha dos stands. O que se salienta este ano da viagem é mesmo, o querer encher os bolsos de dinheiro, crescendo duma forma tão desorganizada, e sem as mínimas condições, que fazem esquecer a excelente organização dos anos transactos, em detrimento da péssima organização deste ano.

Dos anos todos que conheço, nunca tinha assistido a apagões permanentes e diários, em que todos os visitantes ficavam mais de 45 minutos completamente às escuras.

Como se a luz não bastasse a maioria das tascas estava constantemente sem água, obrigando a uma maior falta de higiene por força da incapacidade organizativa.

As últimas tascas, perto das “justas” nunca tiveram direito a animação, não admira nada o baixo assinado levado à “Organização Medieval” deste evento.

Como se isto fosse pouco, havia stands a fazer “Tostas Mistas” e “cachorros” e muito mais, isto à frente do cliente com as mais modernas máquinas eléctricas, bem como o uso de facas eléctricas para cortarem a carne. No meio desta salsada toda só me admirei de não ver um tasco da MC Donald.

Tenho que felicitar a Dra. Teresa, pela qualidade do espaço dos banhos públicos, representados pelas Termas S. Jorge. De facto este espaço consegue ficar à margem de toda esta Organização “Medieval”, criando um espaço de excelência único.

In www.fabruima.blogspot.com

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