segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
domingo, 7 de fevereiro de 2010
FOTOS – APRESENTAÇÃO DO LIVRO MAR DAS ESPECIARIAS…
Publicada por Ângelo Miguel Magalhães Cardoso à(s) 17:56 0 comentários
Artigos Relacionados:
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Joaquim Magalhães de Castro…
Caros amigas/os,
Durante o mês de Fevereiro vou fazer uma série de apresentações do livro «Mar das Especiarias», Editorial Presença, lançado em Abril do ano passado. (Ver Calendário).
Eis uma boa oportunidade para falarmos acerca do riquíssimo legado português ainda existente no arquipélago indonésio.
Em Anexo, envio informação relevante sobre o livro em questão.
A todos os que puderem estar presentes, sejam bem-vindos. Aos outros, aos que estão longe… sejam bem-vindos também!
Um grande abraço,
Joaquim
Apresentação do livro «Mar das Especiarias», de Joaquim Magalhães de Castro
CALENDÁRIO do mês de FEVEREIRO
Dia 4 de Fevereiro, Palácio da Independência, Lisboa, pelas 18:30.
Com apresentação do historiador Jorge dos Santos Alves, Universidade Católica.
Dia 6 de Fevereiro – Salão das Termas, Caldas de São Jorge, pelas 20:00.
Com apresentação do médico e escritor Miguel Miranda.
Dia 7 de Fevereiro – FNAC do Norte Shopping, Porto, pelas 17:00.
Com apresentação do historiador Jorge Fernandes Alves, Universidade do Porto.
Dia 13 de Fevereiro – Biblioteca Municipal, Santa Maria da Feira, pelas 18:30.
Dia 19 de Fevereiro – Convento Corpus Christi, Gaia, pelas 18:30
Com apresentação do historiador Vítor Teixeira, da Universidade Católica do Porto.
INTRODUÇÃO DO LIVRO - «Mar das Especiarias» – O legado português na Indonésia…
Quando, em 1511, Francisco Serrão e António Abreu aportaram nas ilhas a que dariam o nome de Molucas, ignoravam certamente o peso da herança que ali iriam deixar para as gerações vindouras. De mero entreposto comercial entre o Ocidente e o Oriente, porto de mar na Rota do Sândalo, as ilhas das Sundas Menores e do mar de Banda, na Indonésia, tornaram-se num dos mais fortes e singulares bastiões do legado deixado pelos portugueses na sua epopeia marítima. O resultado de apenas cento e cinquenta anos de convivência entre portugueses e indonésios traduz-se, hoje, na cumplicidade e no carinho demonstrados pelos habitantes destas outrora «Ilhas do Trato» na presença de um lusitano.
A língua, a música, a dança, os trajes, as lendas, a arquitectura, as manifestações culturais e religiosas, a patronímica e a toponímia são os testemunhos mais evidentes da herança aí deixada pelo povo português há mais de trezentos anos, a qual não só sobreviveu à posterior colonização e hegemonia marítima holandesa mas que, acima de tudo, resistiu ao tempo. As culturas locais de ilhas como Flores, Ternate, Amboíno,Timor, Solor e Adonara assimilaram de uma forma profunda e a níveis diversos a cultura portuguesa que ainda nos dias de hoje é respeitada e acarinhada como fazendo parte da sua identidade.
Ao longo das várias viagens que realizei pelo Sudeste asiático, um privilégio a que a minha residência em Macau permitiu, visitei alguns desses locais. Fi-lo, porém, numa perspectiva de viajante, sem qualquer preocupação que não a de simples observação e usufruto directo do que experienciava. Entre os meses de Junho e Setembro de 2005 desloquei-me, uma vez mais, à Indonésia, desta feita com um objectivo preciso.
Fora-me concedida uma bolsa de curta duração pela Fundação Oriente para investigar traços da presença portuguesa nos seus mais diversos aspectos. As expectativas que tinha dessa viagem foram largamente ultrapassadas, mas o visto indonésio, que era apenas válido por um mês, foi um factor limitativo. Vi-me obrigado a fazer duas deslocações a Timor para, em Díli, na Embaixada indonésia, renovar a autorização. Esse intervalo forçado, numa ilha com ligações geográficas e histórico-culturais à região anteriormente visitada, permitiu-me recolher novos dados que me levariam a locais na Indonésia que não estavam previstos na minha calendarização inicial.
E foi precisamente devido a essa interligação que decidi dedicar algumas páginas à parte ocidental de Timor, que apenas percorri de autocarro, e à sua capital, Kupang, onde permaneci alguns dias. Como material de apoio e, de certa forma, como guia de viagem utilizei o livro de António Pinto da França, Portuguese Influence in Indonesia, publicado em 1970, em inglês, pela editora Gunung Agung, Jacarta, e posteriormente reeditado, em 1985, pela Fundação Calouste Gulbenkian, em português. Outros dois livros, o Tratado dos Descobrimentos, da autoria de António Galvão, e o Tratado das Ilhas Malucas, de autor anónimo, orientaram e enriqueceram não só o meu percurso como também a observação e interpretação das realidades com que me fui confrontando.
Pode dizer-se que essas obras serviram de fio condutor a investigações que ultrapassaram o âmbito inicial a que me propunha. Em termos formais, optei pelo diário de viagem intercalado com reportagem jornalística de cariz histórico, precisamente para poder chegar junto de um público mais vasto. Registei depoimentos, fiz entrevistas. Fotografei. Filmei. Gravei canções, orações e discursos em português arcaico. Compilei listas de palavras portuguesas ainda hoje utilizadas nos dialectos locais e em bahasa, a língua oficial da Indonésia. Reuni documentos com tradições orais que remontam ao século XVI. Testemunhei cerimónias pascais. Enfim, contactei de perto com as comunidades de luso-descendentes e com todas as que a elas me conduziram. Fiquei surpreendido com a quantidade e diversidade de vestígios da passagem dos portugueses, sendo o mais notório a quantidade de apelidos e palavras cuja sonoridade me era muito familiar. Foi graças a elas que me acerquei do que mais me interessava nessa viagem: as pessoas. Estas receberam-me com a avidez de quem tem algo para mostrar e contar, melhor dizendo, algo para preservar, se bem que o fizessem de um modo quase inconsciente.
Houve, no entanto, quem demonstrasse ser guardião de uma memória ancestral e colectiva, naquilo que entendi ser uma questão de sobrevivência.
Por diversas razões, muitos locais ficaram por visitar, mormente nas Celebes e nas Molucas. Locais como as ilhas de Halamera, Morotai, Makian, Bachan, Seram, Banda, Tanimbar, bem como toda a região de Manado, a norte das Celebes, teriam revelado elementos para os quais iria preparado, e estou certo das muitas surpresas que me esperariam. A sua descoberta, porém, terá de ficar para uma nova deslocação àquele arquipélago, uma tarefa que dará, porventura, matéria para uma outra narrativa. Assim o espero. Quanto ao trabalho resultante dessa viagem, considero-o um exercício de resgate de um espólio, não material, mas temporal e espiritual, que nos pertence e do qual devemos estar conscientes. Compete-nos, pois, participar na preservação dessa memória da cultura lusa, que assume aqui uma das suas formas mais resistentes.
Joaquim Magalhães de Castro
PREFÁCIO DE Ana Gomes…
O folhear das páginas do livro de Joaquim Magalhães de Castro Mar das Especiarias proporciona um impressivo relato das mil e uma aventuras deste português que, no despontar do
Século XXI, se meteu intrepidamente pelo mar fora, seguindo as peugadas de muitos dos nossos antepassados, com o objectivo de encontrar vestígios por eles deixados no fabuloso arquipélago
das especiarias que hoje constitui a República da Indonésia.
O autor confronta-se — e confronta-nos — ora com testemunhos vivos da nossa História ora com «estórias» que as brumas do tempo transformaram em quase realidade, permanecendo
vivas no imaginário colectivo dos povos dessas longínquas paragens.
Partilhando as extraordinárias experiências do autor, o livro constitui um aliciante convite à aventura e à descoberta do que Portugal levou aos povos das ilhas indonésias — e do
que também deles trouxe. Mas ainda nos interpela, como apelo à urgência de um trabalho técnico-científico de fundo, concertado entre especialistas indonésios e portugueses, que não
deixe perder-se para sempre o que ainda resta dos traços daquelas decisivas passadas no processo de globalização económica e cultural de um mundo que, de repente, se tornara
redondo...
Deliciam as conversas que espontaneamente suscitam comparações e conduzem à revelação de semelhanças em termos tão comuns como serdadu (soldado), almari (armário), kondi (conde),
manina (menina), joget (joguete) ou tanjidor (aquele que tange um instrumento). Extasia o cuidado e empenho que Edmundus Pareira terá posto na redacção do discurso de boas-vindas ao Embaixador de Portugal em Jacarta!
Foi com indizível prazer, embora roída de saudades das paisagens e gentes da Indonésia, que devorei o relato do saltitar a que o autor se sujeitou, ao longo de quase sete mil quilómetros de mar e ilhas, transpondo inevitáveis e incontáveis dificuldades físicas e
logísticas. Joaquim Magalhães de Castro foi muito além de anteriores cronistas, na insaciável curiosidade, na avidez de descobrir e na capacidade de registar. Ele faculta-nos hoje, quando estão prestes a completar-se 500 anos após a chegada dos primeiros portugueses àquelas paragens, um extensivo trabalho de recolha, não só dos testemunhos vivos do nosso ancestral destemor do desconhecido, como da nossa vocação para reconhecer o Outro
e para estabelecer pontes de partilha de saberes, experiências e interesses.
Guardo como tesouro a recordação e as fotografias dos caminhos que percorri, das personagens com quem me cruzei, dos costumes e tradições que descobri ou reconheci, desde Lamno, na
ponta do Aceh, em Samatra, a Atambua, em Timor Ocidental; passando por Java, Bali, Lombok, Sumbas, Celebes, Flores, Molucas e o Bornéu. Caminhos por onde Joaquim Magalhães de Castro se aventurou também, em deambulação que o levou muito
mais longe e que explorou muito mais a fundo. A minha missão na Indonésia durou apenas quatro curtos anos, entre 1999 e 2003, com obrigações que me impediam o afastamento prolongado de Jacarta. O admirável relato das explorações de Joaquim Magalhães
de Castro espicaça-me o desejo de um dia voltar, mais liberta e demoradamente, para desfrutar do prazer de me entranhar de novo no verde de palmeiras e arrozais, nos azuis de céus e mares,
na altura fumegante dos vulcões e na planura das povoações acolhedoras, para saborear mais conversas com mulheres e homens de outras culturas e línguas que, contra ventos e marés, cuidam de preservar a memória que, sabem, lhes alargou os horizontes: a de Portugal e dos antigos portugueses.
Bruxelas, 29 de Janeiro de 2009
Ana Gomes
Eurodeputada e ex-Embaixadora de Portugal em Jacarta
PREFÁCIO DE António Pinto da França
De 1965 a 1970 estive como Encarregado de Negócios na Indonésia. Era então muito jovem e daí a inesgotável vitalidade que me animava e a devastadora curiosidade que me roía. Foi nesse «estado de graça» que mergulhei na Indonésia, estabeleci contactos, fiz amigos, viajei tanto quanto pude até às mais remotas paragens do país. Cedo comecei a deparar-me com palavras de origem portuguesa, algumas de saboroso gosto arcaico, de nomes próprios e apelidos cujo número ia aumentando constantemente. Depois veio a descoberta de música de raiz portuguesa, de canções, de trajes, de ruínas, de canhões, de preciosos objectos de culto religioso, alguns ainda do século XVI, que nós deixámos espalhados por todo aquele imenso arquipélago. Mas ainda mais impressionante terá sido descobrir os imponderáveis. De como estava viva a memória, entre o povo indonésio, mesmo entre os mais simples, de Portugal e dos portugueses. Quando sabiam donde vínhamos, festejavam--nos como se acabassem de encontrar um amigo antigo que não viam há muito tempo e punham-se logo a falar de coisas que recordavam, de acontecimentos remotos, de recordações materiais que por lá haviam ficado. E este fenómeno revelava-se ainda mais extraordinário quando dávamos conta que os contactos estreitos entre portugueses e indonésios se haviam interrompido séculos atrás e que muito os holandeses se haviam esforçado, no passado, por apagar todos os vestígios portugueses quer de carácter material quer de carácter espiritual. Face à descoberta de todas essas coisas, que sabia inteiramente desconhecidas em Portugal e constituíam portanto material «virgem», fui caindo num maravilhamento e comecei a anotar e a fotografar sistematicamente quanto encontrava que tivesse a marca da nossa passagem pela Indonésia.
Falava tantas vezes destas minhas demandas a amigos indonésios que a certa altura me convidaram para fazer uma conferência sobre o tema, o que aceitei. Posteriormente, face ao texto que preparara e às fotografias de que dispunha, veio-me à ideia que poderia tentar a publicação de uma obra que registasse as descobertas que fizera. Falei com editores indonésios que logo se mostraram entusiasmados e conseguiu-se o mecenato da Fundação Calouste Gulbenkian para a publicação da obra e, em 1969, saiu assim a primeira edição da Influência Portuguesa na Indonésia em inglês. Seria mais tarde reeditada pela Fundação Gulbenkian também em inglês, depois, já em 2001, em nova edição indonésia e em língua indonésia e, finalmente, em 2004 em português na editora Prefácio.
Bem consciente de que a voragem do tempo tudo vai diluindo, tentei bem cedo que fosse enviado à Indonésia alguém mais preparado que eu para melhor investigar os vários aspectos da herança portuguesa que eu tinha assinalado. Baldados esforços. Mais tarde, só após encerrado com a Indonésia o conflito em torno de Timor e a partir de 2006, a recém-formada ALIAC (Associação Luso-Indonésia de Amizade e Cooperação) teve oportunidade de enviar àquele país quatro missões de peritos que foram estudar as seguintes áreas: Raízes portuguesas da música das Flores e de Tugu (Professor João Soeiro de Carvalho); Inventariação do património português subsistente em Sica e Larantuca na ilha das Flores (Senhora Dona M.ª HelenaMendes
Pinto); Fortalezas e armaria portuguesas nas Molucas (Dr. Manuel Lobato); Comunidade de Tugu, nas imediações de Jacarta (Dr.ª M.ª de Jesus Espada).
Verificou-se, como já seria de esperar, que a erosão do tempo, agravada pela aceleração da História que a globalização acarretou, havia já tido efeito nocivo na herança e na influência cultural portuguesa que eu havia detectado na Indonésia quarenta anos atrás.
Face a este quadro, muito é de louvar a obra de Joaquim Magalhães de Castro, que agora se publica. Impulsionado por uma viva curiosidade, com um notável espírito de aventura, a minha obra acima referida a servir-lhe de guia, meteu-se a caminho através de longínquas regiões da Indonésia, onde ainda se viaja como em tempos remotos, na paixão de reencontrar os vestígios
portugueses. Chegou mesmo a locais onde, para minha inveja, nunca consegui ir. O texto é construído de uma forma muito original, um misto de diário e entrevistas, que torna a obra muito viva e atraente. Com que prazer se navega neste mar das especiarias! Mas, acima de tudo, esta obra tem o grande mérito de mais uma vez chamar a atenção dos portugueses para um património precioso que lamentavelmente anda tão esquecido. Portugal ignora e menospreza o prestígio de que ainda goza na Ásia, difícil de explicar para país tão pequeno e séculos decorridos após a nossa presença naquele continente. Para além de nada fazermos para preservar laços milagrosamente prevalecentes, nós vimos perdendo também oportunidades e vantagens em termos económicos.
Lisboa, 16 de Dezembro de 2008
Publicada por Ângelo Miguel Magalhães Cardoso à(s) 16:17 0 comentários
Artigos Relacionados:
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Postais de Natal…
Publicada por Ângelo Miguel Magalhães Cardoso à(s) 05:48 0 comentários
Artigos Relacionados:
domingo, 13 de dezembro de 2009
Itália no seu seu melhor!!!
Publicada por Ângelo Miguel Magalhães Cardoso à(s) 14:31 0 comentários
Artigos Relacionados:
domingo, 6 de dezembro de 2009
Monarquia sempre...
Viva Portugal
Publicada por Ângelo Miguel Magalhães Cardoso à(s) 05:38 0 comentários
Artigos Relacionados:
D. Duarte de Bragança: Mensagem do 1º de Dezembro 2009
Publicada por Ângelo Miguel Magalhães Cardoso à(s) 05:28 0 comentários
Artigos Relacionados:
terça-feira, 13 de outubro de 2009
“REOS DE S.JORGE, VILLA DA FEIRA”1829
Publicada por Ângelo Miguel Magalhães Cardoso à(s) 15:12 0 comentários
Artigos Relacionados:
Revista Lusitana - Página 324
editado por José Leite Vasconcellos – 1901
Adeus, Caldas de S. Jorge, Adeus, amigo banheiro, A saúde vae na mesma, A bolsa vae sem dinheiro.
Publicada por Ângelo Miguel Magalhães Cardoso à(s) 14:54 0 comentários
Artigos Relacionados:
As Caldas de S. Jorge: concelho da feira.
As Caldas de S. Jorge: concelho da feira.
by Antonio Ferreira Pinto
Publicado em 1890, Typ. de Arthur José de Sousa (Porto)
Publicada por Ângelo Miguel Magalhães Cardoso à(s) 14:41 0 comentários
Artigos Relacionados:
A polémica sobre o casamento civil, 1865-1867
Publicado em 1987, Instituto Nacional de Investigação Científica, Distribuição, Impr. Nacional--Casa da Moeda (Lisboa)
Publicada por Ângelo Miguel Magalhães Cardoso à(s) 14:17 0 comentários
Artigos Relacionados:
POEMA DE 1850 ESCRITO NAS CALDAS DE S. JORGE…
Eu abomino as cidades,
Essa turba delirante,
Esse mundo trèdo e falso,
Que chamam mundo brilhante.
Despreso-lhe o seu orgulho,
O seu ouro, os seus brazões,
As soberbas equipagens,
Os seus immensos salões.
Enojam-me as suas polkas,
Seus estupidos leoes,
Seus ridiculos tregeitos,
Suas vis adulaçôes.
Amo a casinha d'aldêa,
Amo do prado a verdura,
Amo o limpido regato,
Amo do bosque a espessura.
Encanta-me ouvir no monte.
O cordeirinho a balar,
Encanta-me ouvir a rola,
Nos pinheiraes a rolar.
Gosto da rustica ponte
Sobre o ribeiro lançada,
Amo a casinha do moinho,
De leve palha colmada.
Apraz-me a lida da caca,
Gosto da pesca do rio,
Apraz-me ouvir as cachopas
A cantar ao desafio.
Apraz-me a rega do milho,
Gosto de vê-lo segar;
E da malha do centeio,
D'arrigada do linhar.
Gosto d'ouvir o zagal
Na viola a descantar,
Amo a chula, a ramaldeira,
A canna verde no mar.
S. Jorge — Julho de I850.
Publicada por Ângelo Miguel Magalhães Cardoso à(s) 13:40 0 comentários
Artigos Relacionados:
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Um dos melhores locais para visitar…
Publicada por Ângelo Miguel Magalhães Cardoso à(s) 03:17 0 comentários
Artigos Relacionados:
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Finalmente de Férias…
Este foi o Hotel escolhido para uns dias de repouso em Portugal. Foi escolhido à sorte e não fiquei nada arrependido. Tem um excelente SPA gratuito para todos os hospedes, os quartos são gigantescos, a casa de banho é sem duvida a melhor e com o melhor gosto que vi em Hotéis.
Publicada por Ângelo Miguel Magalhães Cardoso à(s) 11:06 1 comentários
Artigos Relacionados:
domingo, 9 de agosto de 2009
Dia 21 é para o País das “Arrebitadas”… lol
Esta viagem foi atrasada vários anos, vamos a ver se é desta que vou visitar um dos locais que mais me intriga.
Publicada por Ângelo Miguel Magalhães Cardoso à(s) 14:14 1 comentários
Artigos Relacionados:
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
De Medieval só mesmo a Organização e os Apagões…
Se existe evento medieval, é mesmo o da Feira, mas só a nível organizativo, fique já bem claro.
Pelo que me lembro nunca vi este evento tão abandalhado como este ano, quer a nível de organização, quer pela escolha dos stands. O que se salienta este ano da viagem é mesmo, o querer encher os bolsos de dinheiro, crescendo duma forma tão desorganizada, e sem as mínimas condições, que fazem esquecer a excelente organização dos anos transactos, em detrimento da péssima organização deste ano.
Dos anos todos que conheço, nunca tinha assistido a apagões permanentes e diários, em que todos os visitantes ficavam mais de 45 minutos completamente às escuras.
Como se a luz não bastasse a maioria das tascas estava constantemente sem água, obrigando a uma maior falta de higiene por força da incapacidade organizativa.
As últimas tascas, perto das “justas” nunca tiveram direito a animação, não admira nada o baixo assinado levado à “Organização Medieval” deste evento.
Como se isto fosse pouco, havia stands a fazer “Tostas Mistas” e “cachorros” e muito mais, isto à frente do cliente com as mais modernas máquinas eléctricas, bem como o uso de facas eléctricas para cortarem a carne. No meio desta salsada toda só me admirei de não ver um tasco da MC Donald.
Tenho que felicitar a Dra. Teresa, pela qualidade do espaço dos banhos públicos, representados pelas Termas S. Jorge. De facto este espaço consegue ficar à margem de toda esta Organização “Medieval”, criando um espaço de excelência único.
Publicada por Ângelo Miguel Magalhães Cardoso à(s) 08:08 0 comentários
Artigos Relacionados:
sábado, 27 de junho de 2009
TWITTER NA FABRUIMA....
Hoje comecei a lançar-me na plataforma do Twitter. Segundo algumas mentes é de facto o motor mais directo que existe para mensagens curtas e directas.
Será que vai funcionar, vamos ver!!!
Publicada por Ângelo Miguel Magalhães Cardoso à(s) 13:49 1 comentários
Artigos Relacionados:
domingo, 31 de maio de 2009
Um partido é a loucura de muitos em benefício de uns poucos...
Em tempos Jean Paul Sartre disse “Sarcasmo é o refúgio dos fracos.”, O que está a passar nas Caldas de S. Jorge, em especial no seu Blog, é um pouco isso. Existe pessoas que por muito que se afundem não aprendem a nadar, e os últimos relatos sobre a “famosa esplanada” de Caldas de S. Jorge dão razão ao poeta italiano Publilus Syrus que disse “Tolo é aquele que afundou seu navio duas vezes e ainda culpa o mar.”
Eu não era para me meter nestes assuntos delicados, que políticos usam o sarcasmo de empresas minhas para se defenderem. A realidade é que desta vez nada tive a ver com a guerra das esplanadas, mas como na falta de culpados para a ingenuidade de alguns, tem-se que criar justificações, e acima de tudo CULPADOS, por erros grosseiros de quem governa com o coração, em detrimento da razão.
Tenho de confessar que não me sinto nada chateado, com a campanha difamatória a meu respeito, por uma razão muito simples, está a encher-me os bolsos. Vejo-me mesmo a agradecer a quem de forma notária publicita a minha empresa.
Isto é assim; numa altura em que o estabelecimento sentia um decréscimo dos clientes autóctones da terra, eis que se despontou esta “crise” o aumento dos nativos tem sido superior às melhores expectativas de marketing, para mais sendo esta inteiramente grátis. Mais uma semana assim estes políticos oferecem-me mais uma viagem, graças ao lucro da publicidade mais famosa de todo mundo, que é a indignação.
OBRIGADO SRS. AUTARCAS DE CALDAS DE S. JORGE. Eu até me sinto na obrigação de compensar vossas excelências. Peço encarecidamente que continuem com essas insinuações sobre a minha pessoa e principalmente sobre o meu estabelecimento, termino com mais uma frase Sigmund Freud “Podemo-nos defender de um ataque, mas somos indefesos a um elogio.”
Publicada por Ângelo Miguel Magalhães Cardoso à(s) 15:13 1 comentários
Artigos Relacionados:
sexta-feira, 1 de maio de 2009
terça-feira, 28 de abril de 2009
Crise suína põe em risco festa da febra…
A continuar a subir o nível de alerta sobre a gripe suína, vamos ter a próxima viagem medieval e Imaginários em risco.
Se no Imaginários, é tradição pendurar o porco numa cruz, na viagem medieval, as condições de “higiene – sanitárias” obrigam o porco a estar deitado ao lume…
Pessoalmente não estou a ver a festa da febra, sem a febra!!! Pelo que sei a equipa do “Sismeiro” já está reunida de urgência para uma possível substituição da febra por outra coisa qualquer, menos fogaça, pois esse pão doce indesejado, que gosta de protagonismo, põe em causa o bom nome do “Porco”.
Há quem diga que pode ser uma maldição, por terem pendurado um porco na Cruz! A mesma Cruz, que tem por hábito pendurar um pano roxo na Páscoa. Se é ou não maldição, uma coisa é certa, ainda se vai ver as colectividades a temperar os porcos com tamiflu…
Não sei se a Câmara já encomendou mascaras medievais para os milhares de visitantes, ou se encomendou tamiflu, para estar a dar na entrada da viagem. No entanto dou a minha sugestão, porque não oferecer umas fogaças ao S. Sebastião para acabar também com esta peste, que coloca em causa a maior festa da febra do país.
Publicada por Ângelo Miguel Magalhães Cardoso à(s) 02:36 0 comentários
Artigos Relacionados:
Será para breve...
Publicada por Ângelo Miguel Magalhães Cardoso à(s) 01:41 0 comentários
Artigos Relacionados:
terça-feira, 21 de abril de 2009
Mas que merda é essa de vir o Jesualdo Ferreira, comer os meus amendoins todos…
Estava eu hoje no Hotel Altis, a ver a especial informação por causa do “freeport”, na minha calma de sempre, a beber a minha imperial e a comer uns amendoins salgados… até aqui tudo bem, o pior é que se senta um gajo ao meu lado, come-me os meus amendoins todos só depois é que olhei… Quem haveria de ser o Jesualdo Ferreira!!! Já não bastava terem-me roubado o meu lugar do carro, com o autocarro, agora também tinha de vir comer os amendoins…Depois de vermos o “trio” na RTPN, Juntamente com o “Broas”, o médico e mais uns gajos do FCP, que não conheço de lado nenhum, o jesualdo teve a amabilidade de pagar uma imperial para compensar os amendoins… “bá-lá ao menos”…
Uma coisa era certa, já gostava deste hotel, porque está situado na baixa, tem um pequeno-almoço fabuloso com montes de jornais, e por fim fazem-me sempre desconto, que no final das contas fica mais barato que o Ibis. Por estas razões, e agora por saber que é o hotel do FCP torna-se sem dúvida o meu hotel preferido de Lisboa…
Publicada por Ângelo Miguel Magalhães Cardoso à(s) 16:53 0 comentários
Artigos Relacionados:
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Esta semana estou fora...
Publicada por Ângelo Miguel Magalhães Cardoso à(s) 16:48 0 comentários
Artigos Relacionados:





