sábado, 28 de fevereiro de 2009

PRAGA FOI A CIDADE ESCOLHIDA...


Dia 9 de Março, lá estou...

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Mosteirô da Feira, ensinou como deve ser o Carnaval...


A verdade é que foi preciso vir um grupo de Mosteirô da Feira, para dizer como é que o Carnaval pode sobreviver nos próximos anos.

Muitas foram as pessoas que se aperceberam, do toque de profissionalismo, trazido pelo grupo de Mosteirô. A verdade é que eles já usam o que eu “apregoo” há vários anos, que é nada mais simples que é criar auto sustentabilidade do “Carnaval Termal das Caldas”.

Depois do episódio da faixa, que foi paga e não foi colocada, por fim o episódio da passagem de “modelos” politica, todos acabam por me dar razão, mais ano menos ano. É que já é assim no Brasil, bem como em todos os grandes Carnavais do Concelho.

Em Primeiro Lugar;
Se os políticos querem desfilar, e gabarem-se do que NÃO fazem, nada melhor que passar a organização para eles. Devo dizer que pela primeira vez a Junta não contratou fanfarra para ir no inicio do corso, este foi um ponto negativo, segundo ponto negativo, a autarquia devia ter solicitado uns insufláveis para o Parque Termal a fim de criar infra-estruturas de animação, para os milhares de visitantes, pois não basta vir dizer que organizaram, “quando nem a banda metem a tocar”...

Em Segundo Lugar;
Se eu tenho uma convicção, acho que devo levar até ao fim.
Digo desde já que não patrocino mais a Organização do Carnaval, pois acho que isso deve ser inteiramente financiado pela Câmara Municipal e Junta de Freguesia. Não faz sentido nenhum estar a pagar para os políticos virem auto proclamarem financiadores e organizadores de um evento, que tudo fazem para terminar. Está na hora de pagarem para virem cortar as fitas.

Em Terceiro Lugar;

Eu ao não patrocinar a organização do Carnaval, não quer dizer que não patrocine o Carnaval. Fique em nota, que a partir de hoje patrocino um Grupo de Carnaval, que em contrapartida, terá que levar a faixa do patrocinador no corso. Esta foi sem duvida a grande lição que os de Mosteirô da Feira deram à população de Caldas de S. Jorge. Pois não é aceitável, que um Grupo como por exemplo de Azevedo, que é organizado por uma empresa das Caldas, e não tenha direito nem a uma faixa publicitária. No meu entender, os grupos se forem financiados por uma ou duas empresas, ganham mais, e tem menos dificuldades em arranjar dinheiro para os custos.

Em Quarto Lugar;
Se a musica e a decoração é paga pela Câmara e Junta, o pouco dinheiro que a organização conseguisse fora dos patrocinadores, devia ser canalizado para um convívio no final, em que oferecesse um lanche a todos os participantes. Quanto a prémios deviam ser entregues pela Junta de Freguesia, não por classificações, mas uma medalha de reconhecimento e mérito, atribuída pela mais alta instância da freguesia. Pois é inadmissível, que no caso deste ano um grupo se desloque da Vila de Fiães, e vá de mãos a abanar, depois de ter vindo gratuitamente engrandecer o nome da freguesia das Caldas de S. Jorge.

Para terminar;
No meu entender, devia-se apostar mais em trazer quase todos os grupos de Mosteirô, do Vale e das freguesias vizinhas, transformando o Carnaval Termal das Caldas, no maior Carnaval do Concelho. Já agora se não for pedir muito, troque de DJ, pois a musica este ano era muito má....

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Valerá a pena Patrocinar as actividades nas Caldas de S. Jorge???

Cada vez mais tenho de dar razão aos que dizem que não vale a pena ajudar os da terra… Eu sempre fui muito céptico sobre essa matéria, pois no meu entender até se provar o contrário acho que todas as associações, actividades e eventos devem ser apoiados pela população, empresas e entidades. No entanto acho que deve haver mais respeito por quem ajuda e colabora com as iniciativas.

Estes dias fui contactado por elementos do Carnaval, para patrocinar o evento, no qual por força maior de quem me abordou, não podia dizer que não…Os valores foram colocados na mesa, na qual acedi ao maior valor em que me dava direito a colocar uma lona publicitária no percurso do Carnaval. Passados uns dias vejo elementos da Junta de Freguesia a colocarem as faixas em conjunto com elementos do Carnaval. Até aqui tudo bem, nada de novo… Qual o meu espanto noto a ausência da faixa que eu contratei…

Agora pergunto, porque razão se eu paguei não obtive o mesmo direito dos outros patrocinadores???

Não terá chegado o valor contratado, que neste caso foi de 100€???

Não sei!!! Mas assim obriga-me a dar razão aos que muitas vezes me chama “nomes” dizendo que com esse dinheiro dava para fazer várias férias por ano…

Gostaria de dizer, que tentei saber quem era os responsáveis pela organização do evento, mas como o meu estabelecimento, mais uma vez foi “esquecido” na colocação do cartaz, não pude obter os contactos dos responsáveis…

Fica aqui o meu lamento por esta situação, no entanto desejo as maiores felicidades e êxitos, à organização deste grande evento, que enche de orgulho todos os cidadãos da freguesia…

Ângelo Cardoso
21 de Fevereiro de 2009

Será para breve!!!

Depois de Lanzarote e Tenerife, as ultimas viagens que fiz no verão passado, estou a pensar visitar dois locais; Nova York ou Praga… A verdade é que sempre que desejo ir para um local, sai-me sempre na rifa outro totalmente diferente. Ainda está nos segredos dos Deuses, mas uma coisa é certa, é o dinheiro mais bem gasto, pois até hoje nunca me arrependi das viagens. Lamento não poder viajar muitas mais vezes, mas numa altura de recessão económica, tem que se ter alguma cautela com o amanhã, mas nunca deixando de viver o hoje…

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Sou Candidato…


Uma nova União.
Uma nova Esperança.
Uma nova Identidade.
Mas sempre a mesma Paixão…

A persistência depende de uma perspectiva mais ampla. Sempre acreditei que a maioria das coisas que desejamos não aparecem do dia para a noite. Acredito que as pessoas persistentes fortalecem-se com a crença de que o que elas querem pode ser feito.

O primeiro facto para eu ser candidato não é porque quero almejar o cargo para viver, mas sim pelo simples facto de que ao exercê-lo na plenitude, na consciência e na altíssima complexidade de fazer bem, faz com que os desafios que isso representa, o maior aliciamento para ansiar este cargo.

O segundo, é que o meu conhecimento institucional e a experiência administrativa adquirida em exercícios de funções que são do conhecimento geral, faz com que a complexidade e inoperância de muitos, seja para mim o menor desafio por mim proposto.

A experiência pessoal, construída ao longo dos anos, são o capital profissional e humano que acumulei e quero, se eleito, emprestar à Instituição, além de oferecer, como fiança idónea, a todos os leitores que em mim confiarem.
Mas nada do que foi dito tem a importância do que agora direi: de que adiantaria a experiência e a vontade, se não se fizessem acompanhar da vocação para enfrentar desafios, para solucionar crises, para administrar a casa em sintonia com os colegas e funcionários, respeitando-os e incentivando-os, e da energia e ânimo para realizar as transformações necessárias ao aperfeiçoamento institucional, porque o farei com a participação imprescindível dos órgãos de soberania democraticamente eleitos e o engajamento, absolutamente essencial, de todos os integrantes das Instituições.

Venho para mudar, mas permanecerei insensível a modismos ultimamente verificados.

Todas as mudanças essenciais para aperfeiçoar a Instituição serão processadas - e são muitas e de complexidade - mas o processamento observará as normas e as regras que governam a Instituição e garantem os seus profissionais.

E quando falo em mudanças, quero dizer, principalmente, dirigir o foco, imediatamente, em primeira hora, para a reformulação com vista a resolver os graves problemas estruturais que ainda são visíveis aos olhos dos mais inoperantes.

Quero deixar claro aos meus pares que não serei um candidato revanchista. Tenho profundo respeito pelos actuais, mas não ficarei em silêncio perante a inoperância e apatia dos mesmos.
Sou candidato porque desejo a todos o que almejo para mim.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

O que mudou na mentalidade da população desde 1923

Já em 1923, foi destruído um bar, que era uma referência nas Termas, talvez tenha sido o primeiro Bar de esplanada na zona termal. A esse bar os aquistas chamavam de palhota “palhota do parque, onde ás tardes deleciavam uma chavena de café ou um copo de cerveja, e onde se passavam horas alegres em convivio dos amigos”.

Isto faz lembrar-nos o Ilha Bar, onde se passava tempos maravilhosos com os amigos. Cada vez que descubro um texto antigo, vejo como estamos a regredir no tempo, como cada vez mais somos mais atrasados no desenvolvimento termal. Já era tempo para pensar-mos como vivemos, e como somos.

Vou terminar com um excerto deste texto de 1923, que define como era a população da altura. Agora diga as diferenças: “Todos lamentam, e todos ficam em lamentações, e mesmo os habitantes desta localidade que, plo que ha muitos anos se tem verificado, são duma indolencia lamentavel, sendo preciso fazelos despertar com rasgos de iniciativa, como hà pouco sucedeu, para que eles abram os cordões á bolsa e a si mesmos sejam uteis”

O que se dizia sobre as Caldas em 1930...

(...)Oh! Aqueles dias de Setembro! No pinhal fronteiro à Pensão Silva e por ela optimamente servido: realisou-se um pic-nic que decorreu animadissimo. O capitão Reis só braçando um molho de foguetes, que deitara ao ar
(...)Dois chás, a eleição da rainha das Caldas e o batismo de um sugeito cá da terra que pela sua desmedida ambição puzeram o nome de barão das Caldas com c pequeno. Ele quer ser o senhor absoluto deste encantador rincão. Quer ser padeiro, hoteleiro, merceeiro, botiqui­neiro, marchante, engraxador, barbeiro e director de tudo isto. Não vé sem grande rancôr a abertura de qualquer negocio que lhe possa fazer frente.
Até o Raimundo, o impagavel Raimundo diz que não tardará a pôr uma alfaiateria que lhe escangalhará o arran­ginho, a ele Raimundo. Ali tendes leitores o ilustre titular e quando vierem ás Caldas não deixem de ver tão raro exemplar.
E diz-me aqui ao ouvido o Chico, que ele alimenta a esperança de canalisar a agua mineral para casa, pois que (e diz isto com ar superior) consegue tudo o que quer.(...)
Todo o seu texto fala das pessoas, melhor ainda diz os nomes, que a maioria da população dos anos 50 se lembram com recordação. Talvez venha a publicar na integra o texto...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

O que se dizia das Termas em 1936


(...)Notável tolerância do organismo para a água sulfúrea fria, colhida na bica patente em elegante copa; recentes melhoramentos no balneário; frescura e leveza de água potável” fonte do ribeiro” reconhecida salubridade local; bondade do ar; salutifero pela pujança de pinhais a circundar campos de lavradio, tudo franqueado aos mais variados passeios; vida rural do povo, entretido na faina agrícola do solo fartamente irrigado; tais são os atractivos que pela terceira vez me trouxeram ás Caldas de S. Jorge em tratamento e em gozo de férias, muito apreciadas nesta pacifica estância do concelho da Feira tão perto do Porto.
Caldas de S. Jorge, 30 de Junho de 1936.
António Caetano Ferreira de Castro
Médico no Porto
******************
(...)Sob o influxo vitalizador das suas águas termais todo o orga­nismo se transforma: as articula­ções pêrras de o reumatismo rea­dquirem a mobilidade, a pele es­foliada, dura, de crostas repelen­tes, alisa-se, amacia-se, torna-se flexível, o aparelho digestivo limpa-se de catarros, expurgasse de dispepsias, drena-se de bílis e até a dura fibra cardía­ca, tocada pela acção emoliente dos banhos e pela sedução da pai­sagem, deixa de ser músculo es­treme e desabrocha a sua espiri­tualidade em flirts e casamentos.(...)
Foz do Douro, Julho de 1936.
Fernando Conceição
(Medico hidrologista)
Talvez venha um dia a publicar estes textos lindíssimos na integra...

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

A última capa do Spiderman...

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Serei Eu o Velho do Restelo???!!!

Hoje recebi um comentário, relativamente ou post, aqui publicado, e também no terras da feira "O meu sonho", que diz o seguinte:

“Cuidado, Ângelo Cardoso, que ser conservador, e ser Velho dos Restelo, a diferença é pouca...Contudo não deixo de te dar os meus parabéns, pelo que tens feito neste blog, apesar de haverem sempre dores de cotovelo, mas isso pelo que eu te conheço, há relativamente pouco tempo, penso que és superior a isso.João Petit”

Isto vem a propósito de eu ser contra as casas de banho que se estão a fazer, no Jardim Dr. Carlos. Segundo me parece talvez não tenha sido o mais explícito nesse texto, sobre o que acho que realmente se deve fazer, e acima de tudo como se devia estar a empregar o dinheiro de todos nós. Mas devo esclarecer que esta é uma opinião pessoal, que se pode concordar ou discordar, mas deve-se debater, apresentando argumentos e projectos para melhor justificar a sua tomada de posição.

1º Ponto – As casas de banho: No meu entender este tipo de casas de banho está ultrapassado para os tempos de hoje, em que cada vez mais existem grupos, que se limitam a destruir, e grafitar este tipo de equipamentos. Um dos motivos é que estão escondidos, de fraca visibilidade, adaptados para entrarem em grupos lá para dentro e fazendo destas casas de banho potenciais alvos de destruição.
Qual a solução: Instalação de casas de banho com custos mínimos, que impede, o uso por parte destes gangues, visto ter-se de pagar. Sendo instaladas em locais de fácil visibilidade, pois não causam impacto negativo na paisagem. São casas de banho de utilização todas as pessoas incluído acessos a deficientes, lavadas e desinfectadas automaticamente, podendo entrar apenas uma pessoa de cada vez. Pode-se ver um desses tipos nas imagens que se seguem.

2º Ponto – Quiosque dos Jornais, Gelados e Casas de Banho Antigas: Eu sou contra a destruição das actuais casas de banho. Concordo que estejam desactualizadas, visto serem do tipo das que se estão a construir. Sou favorável ao fecho pelos mesmos motivos referidos no 1º ponto.
O que fazer com as actuais? Porque não criar chuveiros e balneários, para os eventos que se realizam constantemente naquela zona. Posso dar o exemplo, sempre que vem ranchos actuar ao centro das Caldas, deparam-se sempre com a falta de espaço para trocarem de roupa.
Este projecto podia ser englobado com um novo quiosque, mais moderno, substituindo os dois por um. Podia-se dar uma imagem nova ao exterior das actuais casas de banho, nomeadamente com os mesmos materiais usados na construção do quiosque. Dou o exemplo nas imagens que se seguem.
3º Ponto – As Barreiras Colocadas no Centro das Caldas: No meu entender, é o ultimo recurso que se devia ter usado para aquele fim. São extremamente inestéticas, são feias e não dignificam em nada o centro de Caldas de S. Jorge. Se acham mesmo necessário a construção de barreiras de protecção, então podiam dar seguimento ao gradeamento já existente, ou criar novas soluções, nomeadamente a construção de um metro de muro, seguido de um pequeno gradeamento, agora o que lá está é que não. Se um dia fosse presidente da Junta a primeira obra era retirar imediatamente aquela pouca-vergonha. Posso dar o exemplo do que ficava menos-mal, para aquele local, nas fotos que se seguem

Para terminar, todas estas obras, em que eu falei, ficavam mais em conta que a construção apenas da actual casa de banho no Jardim Dr. Carlos. Agora posso perguntar se serei um Velho do Restelo, ou uma pessoa que gosta de fazer bem e investir no que de facto é a realidade dos nossos dias. Agora vejam quem são os Velhos do Restelo, e que gostão pouco de engrandecer a freguesia.

Já agora um comprimento especial ao João Petit, esperando que continue a comentar.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Poderá haver rotura de combustíveis.

Poderá falhar os combustíveis em Portugal nos próximos dias. Segundo a Galp, a refinaria de Sines, vai estar encerrada nas próximas seis semanas, poderá causar uma falha de combustíveis. Por essa razão é melhor prevenir que remediar, abasteça e de preferência depósito cheio...

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Sandra Almeida directora da Escola de Hotelaria e Turismo de Sta. Maria da Feira

No âmbito da reestruturação das Escolas de Turismo do Turismo de Portugal, Sandra Almeida, ex-gestora da BTL, foi nomeada directora da Escola de Hotelaria e Turismo de Santa Maria da Feira.

A nomeação data do passado dia 12 de Janeiro. Formada em Turismo, ramo de marketing, pela Universidade do Algarve, Sandra Almeida especializou-se em Ordenamento do Território e Sustentabilidade na Faculdade de Engenharia do Porto, e completou pós-graduação em Gestão e Desenvolvimento de Turismo.

Profissionalmente, desempenhou funções na Tri Hospitality Consulting, em Londres, na BDO, em Portugal, foi docente no Instituto Superior de Ciências Educativas, e foi gestora da BTL pela AIP.

A Escola de Hotelaria e Turismo de Santa Maria da Feira está em actividade desde 1991. Actualmente são ali ministrados cursos de formação inicial de Cozinha/Pastelaria e Restaurante/Bar.

N.A.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Fogaça certificada no prazo de quatro meses

O processo de certificação/qualificação da fogaça deverá estar devidamente concluído no prazo de quatro meses. Até lá, os produtores do doce típico do concelho de Santa Maria da Feira já podem proteger o seu produto com a colocação de um selo devidamente reconhecido pela Agricert (entidade que certifica produtos alimentares). Alguns dos que confeccionam a fogaça já colocam o dístico, mas ainda há quem não tenha aderido, para evitar gastar dinheiro.

Leia mais na edição impressa do "Terras da Feira"

domingo, 11 de janeiro de 2009

Resposta de um comentário...

“essa ideia de meia dúzia de interesseiros com vestimenta ridícula, se terem apropriado do património cultural do povo em nome de uma pretensa salvaguarda da qualidade de um produto, é uma grande treta.Quem define a qualidade da boa fogaça é quem a come e não quem a vende, porque de vendedores da banha da cobra está este concelho a abarrotar.Aquilo que essa confraria de imbecis fez, foi roubar o nome à fogaça, para o poder usar em proveito próprio não em benefício do povo.Devo dizer-lhe aliás, que em 2007, durante a viagem medieval, um senhor que fabricava a tal genuína fogaça, sob a capa dessa confraria de mordomos, deu-ma a provar e aquilo era uma grande porcaria, esticava como a borracha!Esta demonstração e degustação foi feita na casa do moinho.Eu percebo que o marketing ajuda no negócio, mas se o Feira Nova e o E'leclerc começarem a vender fogaça, vocês têm o vosso lucro bem diminuído.O que é que justifica o preço a que a fogaça é vendida? o preço é concertado nessa confraria? claro que não!Então o consumidor tem o direito de escolher em função do preço e não dessa apregoada qualidade que é muito duvidosa.Porque é que não foram contactados os pequenos produtores de fogaça artesanal, quando resolveram criar essa confraria? obviamente para ficarem com a maior fatia possível do bolo!”

Este comentário, tirando umas asneiras ridículas, vem demonstrar que ainda existe muita desinformação da realidade da Fogaça da Feira.

Em primeiro lugar a Confraria da Fogaça, nem vende nem quer vender qualquer tipo de fogaça. O objectivo das confrarias é simplesmente promover a gastronomia local, e tentar que não termine com as gerações, razão pela qual oeste leitor deve estar equivocado com os estatutos das confrarias, nomeadamente a da feira. Posso dizer que não estou a ver os Vereadores da Câmara, bem como o presidente a vender fogaça no dia 20.

Em segundo lugar, a confraria não tem qualquer legitimidade para decidir se a fogaça é boa ou fraca, nem nunca a quis. Este comentador devia saber que essa parte nada tem a haver com os estatutos da confraria. No Concelho da Feira existe uma associação que tem essa sim nos estatutos, o direito e dever de verificar se a Fogaça está a cumprir a receita estipulada e original. Essa receita foi aceite por TODOS os produtores de Fogaça da Feira.

Terceiro, O Feira Nova, e E`leclerc fazerem parte da Associação e não da Confraria, tem todo o direito ao abrigo dos estatutos. É bom lembrar que estes hiper, sempre produziram Fogaça da Feira, agora por uma questão de legalidade tiveram de se associar, para poderem vender este produto.

Quarto, No que diz respeito ao preço, ele é livre e no meu entender a maioria das padarias vendem a Fogaça muito barata, ao contrário do que o Sr. diz. A confraria nada tem a haver com os produtores. A associação que está ligada às padarias e produtores de fogaça, é a “Associação dos Produtores Artesanais de Fogaça da Feira”, esses sim sã0o detentores da Patente do doce e do Registo Europeu.

Ultimo Ponto, Os pequenos produtores de fogaça artesanal, foram convidados, pela associação, na qual eu faço parte, pois represento uma Padaria da Vila de Lobão, que está em vias de certificação, com apenas um funcionário, sendo essa padaria secular. Ainda quer um produtor mais pequeno que este?

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Dia 12 de Janeiro, Amostra da FOGAÇA DA FEIRA, no castelo...


Após a entrada de alguns novos produtores na Associação de Produtores Artesanais da Fogaça da Feira, vai-se realizar novamente no Castelo a Amostra da Fogaça.
Este Ano pela primeira vez vai ser atribuído selos autocolantes, para distinguir quem de facto faz boa fogaça, e principalmente quem pode vender a fogaça da feira.
Devo dizer que entrou este ano um grande “peso pesado” na associação, nada mais nada menos que a “Jerónimo Martins”, podendo assim vender fogaça genuína no “Feira Nova”. Ainda não tenho informação se o “Eleclerc” se associou, mas brevemente posso dar essa informação.
Pelo que foi dado a entender, poderá este evento contar com um Secretário de Estado, como vai de certeza contar com todos os meios de comunicação social.
Uma nota positiva; A oferta do “Feira Nova” de quase todo o material para a confecção da fogaça.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Felizmente foi um pesadelo Termal…

Estes dias sonhei que a Junta de Freguesia das Caldas de São Jorge, estava a proceder à construção de umas casas de banho no Jardim Dr. Carlos, mesmo frontais ao edifico termal.

Não entendi como era possível que alguém tenha idealizado umas casas de banho, para substituir outras que existem apenas a 20 metros.
Não entendi como era possível, trocar umas casas de banho que estão bem enquadradas na paisagem histórico-cultural da freguesia, em detrimento de outras que além de ser preciso destruir árvores que foram plantadas nos anos 60 e 70, para serem substituídas por betão armado, sem mais valia nenhuma para a freguesia, com a excepção do construtor, transformando o parque e o centro de Caldas de S. Jorge numa moderna sala de chuto, onde os toxicodependentes expulsos do monte das pedreiras, vinham ocupar, com toda a descrição possível.
Não entendi como era possível que a Sociedade de Turismo nada falasse sobre este atentado urbanístico, na zona de protecção termal. (Esperava mais de quem tenho por MUITO BOM GOSTO) será que era por estar a terminar o prazo de concessão?
Não entendi como é que a população da Sé, nomeadamente todos aqueles que passaram a infância naquele local, que beijaram a primeira namorada naquele jardim, depois de terem passado dias e tardes a apanhar grilos naquele espaço, se calaram perante esta ABERRAÇÃO urbanística.
Não entendi como é que a Câmara Municipal dava carta verde a um atentado urbanístico que mudaria (PARA PIOR) a imagem e o centro de Caldas de S. Jorge, fazendo com que aquele lugar conhecido pela pacatez, pela qualidade de vida, como local ideal para a promiscuidade sexual.
Não entendi, como foi possível colocarem raides de vias rápidas a escassos metros das termas mesmo no centro de Caldas de S. Jorge, para que hipoteticamente ninguém se atirasse a um campo que durante séculos nunca ninguém caiu, e poucos foram os que lá desceram.
Não entendi, porque razão no meu sonho, o Ilha Bar, esse espaço fabuloso estivesse com vidros partidos, portas arrombadas, pessoas que durante a noite usam-no para praticarem actos sexuais e de toxicodependência. Em que os barcos deram lugar a pneus arremessados por vândalos, em que o parque das termas estava cheio de carros estacionados, em vez de adultos e crianças brincarem, na qual os bancos foram ocupados por toxicodependentes, que se levantavam aos pares para injectarem numa nova casa de banho mesmo ali em frente.
Não entendi, como foi possível que o melhor espaço desta freguesia, tivesse chegado a este ponto decadente, onde tudo à volta era ruínas. Olhava-se para o morro da Sé, via-se a casa dessa figura impera da freguesia, Dr. Carlos, a cair de abandono, juntamente com a antiga sede da Junta de Freguesia. O Jardim que no passado lhe dedicaram, não passava de um lugar com cheiro nauseabundo de umas casas de banho e uma central de esgotos, em que se avistavam grafites e palavras de ordem à anarquia. No outro lado era a Fabruima, Casa da Pines, Loja do Sr. David, ocupados por marginais que usavam esses espaços para traficar droga, e se prostituírem.

Como foi possível ter-se chegado a este ponto!!!

Finalmente o despertador tocou. Felizmente, foi um pesadelo. Que alegria ao acordar e ver que estava na minha linda e pacata freguesia, que serviu de musa para escritores e poetas falarem, continuava intacta como quando eu tinha adormecido.

domingo, 28 de dezembro de 2008

O meu sonho...

Estes dias tive um sonho. Brevemente espero contar num jornal, sonhei que era dos contra, contra tudo e todos, que mudaram a qualidade de vida da minha infância, do meu viver...
espero que não me acusem de ser um velho do Restelo, mas sim um conservador e defensor da qualidade de vida...
Talvez coloque aqui num post o meu sonho, ou melhor o meu pesadelo.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Férias em Amesterdão...

Pela primeira vez fui enganado pelas fotos do Hotel...

O hotel fica situado mesmo no centro de Amesterdão. No entanto é de salientar, que o pequeno-almoço, só era composto por pão com manteiga e café com leite.

Quanto a estas fotos é exactamente assim, tirando por detrás da imagem do homem com sofá, existe uma parede que está completamente destruída, não sei se será de quando a invasão alemã. Quanto aos quartos eu tive a sorte de ser a primeira pessoa a fazer o check-in, como tal a recepcionista, muito amável deu-me o melhor quarto, que tirando a janela, que só tinha 15cm por 90cm, e dava para ver os pés de quem na rua passava, não era mau de todo.

Para quem quiser passar umas noites diferentes em Amesterdão é sem duvida um hotel que recomendo...

sábado, 20 de dezembro de 2008

Opinião - in terras da feira...

O Médico do Povo…

O grupo “Vá Lá, Vá Lá…Podia Ser Pior”, decidiu levar à Assembleia de Freguesia uma proposta para homenagear o Dr. Carlos Ribeiro, conhecido pelos mais idosos como o Médico do Povo. Esta homenagem no meu entender é mais que devida, pois foi, ou melhor continua a ser uma das figuras mais carismáticas da terra, mesmo por quem nunca a conheceu, como é o meu caso.
Recentemente tenho feito um levantamento histórico de alguns textos publicados na imprensa local e em alguns casos nacional, sobre opiniões relativas a Caldas de S. Jorge. Devo dizer que cada vez mais fico surpreendido pela actualidade de alguns textos, apesar de terem sido publicados à mais de meio século, e alguns ultrapassando mesmo um século. Num desses textos, que eu já copiei tenho um relativo a este grande Sr. da História das Caldas de S. Jorge, que julgo mesmo tendo sido publicado em 1936, numa publicação nacional. Esta opinião encontra-se na sua essência, actual e duma grandeza demonstrando uma sapiência muito acima da média, em que o marketing já era tido pelo Dr. Carlos. Como um meio fundamental para o desenvolvimento da terra.

“Que Fazer?...

As Caldas de S. Jorge, Já pela sua situação privilegiada, já pelas suas propriedades terapêuticas têm direito a serem conhecidas. Causa espanto que a proximidade de centros importantes, o clima suave, o Uíma com o seu vale encantador, a riqueza da vegetação, a beleza natural em fim, não tenham ainda sido aproveitados para fazer das termas de S. Jorge uma das Primeiras estâncias do país.
O local, pela sua vegetação variada e luxuriante foi comparado a Sintra, pelo Prof. Dr. Joaquim Barros, médico do curso de Hidrologia de Lisboa, professor da Universidade e botânico distinto, na sua visita a estas águas o ano passado. (1935)
É desolador, vergonhoso até, situadas a dois passos do Porto, sejam ali ignoradas da quasi totalidade da população. Que tristeza ouv
ir a cada momento!... Onde ficam? Em que se aplicam?
Hoje mais que ontem e amanhã como nunca a propaganda é necessária.
Resolvido o problema da higiene do balneário, introduzidas certas modificações e alguns processos terapêuticos que a medicina moderna aconselha, embelezados alguns locais da estância, impõe-se a sua propaganda.
Até ao presente à parte da iniciativa particular de alguns amigos destas águas, nada ou muitíssimo pouco se tem feito. É indispensável para o progresso de estas termas dar conforto a quantos delas se abeiram em buscar do alívio dos seus padecimentos.
Certo é que nos últimos anos bastante se tem feito oficial e particularmente, dentro e fora do balneário. Mas muito há ainda a fazer!
Buvette, reparação dos corredores, quartos e banheiras de imersão, pavimentação do átrio, regularização do parque, construção do depósito da água, etc., são obras das últimas variações camarárias.
Por seu lado à iniciativa particular se devem as três pensões que se podem considerar modelares, o telefone, as redes eléctrica e tantos outros melhoramentos. Urge no entanto não parar.
Nova análise da água (a ultima data de 1890), balneário sem instalações suficientes para permitir a separação dos sexos, banhos de lodo, banhos de bolhas de ar, quartos para tratamentos útero-vaginais, vão merecer estou certo, a atenção da actual comoção administrativa.
Pelo que diz respeito a embelezamento e conforto externos, destaca-se a criação duma estação telégrafo-postal (se não erro criada já, nos últimos anos de monarquia), arborização do morro da Sé, e construção do lavadoiro e retretes públicas.
Bem sei que sem a comparticipação do Estado ou um empresário estas obras não poderão ser realizadas conjuntamente.
Se nenhum daqueles meios é possível de momento, qual o melhor processo de realizar obra aproveitável?
A meu ver, é indispensável uma planta do balneário que a comissão administrativa iria realizando à medida do possível.
Como realizar o embelezamento externo! Criando uma comissão de iniciativa e turismo (não é nova a ideia) que igualmente com uma planta geral do local realizaria e só permitiria obras dentro do plano da mesma.
É empresa arriscada? Tudo leva a querer que não.

Carlos Ribeiro
Médico em S. Jorge “


Após a leitura desta opinião, em que Já se fala de uma planta geral do local especial para a zona de Caldas de S. Jorge, ao que vamos chamar de “Plano Director Municipal (PDM)”, nomeadamente para a zona envolvente das termas. Nesta mesma opinião é referido a criação de uma comissão de iniciativa e turismo, que podemos chamar de ”Sociedade de Turismo de Santa Maria da Feira”, Ainda fala da necessidade de ampliação das termas, que apenas recentemente foi efectuado.
Agora é caso para perguntar será que este texto está tão desactualizado? Acho que não, no meu entender onde existe uma desactualização visível, é que naquela altura existiam três pensões, agora só existe uma. Pensem nisto…

Ângelo Miguel Magalhães Cardoso

sábado, 29 de novembro de 2008

Viagem da Fêvera Versos Viagem Medieval.

Exmo. Sr. Victor Sismeiro, deixe me dizer que me deu vontade de rir no final da leitura da sua opinião...Não que o ache impagável, nada disso até achei um bom texto para ler e chegar ao fim sem nada ter lido. Devo dizer que achei desenfastiado porque fez-me lembrar o Kouzas e Louzas, que usa a ironia como forma de se exprimir, mas com uma diferença, eles tem conteúdo o senhor teve uma página cheia de inanidade. Valeu a imagem da fogaça para dignificar um pouco o seu texto.

A verdade é que eu não faço a mínima ideia de quem você é! Mas pelo gosto em funerais ou é o coveiro da terra ou é cangalheiro. Mas o que eu entendi, é que não está muito bem na profissão que tem e deve ser um candidato quimérico a funcionário da “Silampos” (fabrica de tachos e panelas). Mas deixemos isso para o futuro e falemos do presente e do passado.

É ou não é verdade, que os responsáveis pela Viagem Medieval, deram uma percentagem de descontos aos artesãos??? E porque é, que essa percentagem não foi dada de igual modo aos artesãos da Fogaça!!! Desculpe isto não era para se dizer...

A verdade Sr. Sismeiro, os organizadores tem a sisma de fazerem da Viagem Medieval uma festa da fêvera, talvez porque dê jeito a “defensores” como o Sr. dos produtos regionais, comer uma “fêverazita” enquanto andam a controlar os stands, enquanto se fosse uma fogaça emperrava muito na garganta, até porque não liga lá muito bem com uma “litrada” de Sangria que tem tanto de medieval como os meus sapatos de verniz.

Agora eu digo Sr. Sismeiro, o ter a maior representação dita medieval do país, nada diz que tem a melhor representação medieval, longe disso. É altura de pessoas como o Sr. e outras de aprenderem como se promove o que de bom existe na terra, com o objectivo de os visitantes não virem só no dia da viagem para ver umas fêveras a grelhar e uns porcos no espeto a rodar na brasa (sempre é melhor que pendurados numa cruz).

Fique ciente Sr. Sismeiro, Santa Maria da Feira é isso e muito mais, e enquanto as pessoas com responsabilidade, não olharem para o que de bom se faz na terra, sempre vamos ter um lindos funerais, mas quem mata a região e a cultura são pessoas como o Sr., que não trabalham em prol do Concelho e da cultura da região. Pois não basta fazer parte de uma associação para se ter a alma dela, é preciso olhar para ela com gosto e carinho pelo que se faz, em vez de olhar para as associações como trampolins para a vaidade e objectivos pessoais, isso é que faz uma terra ser grande.

Sr. Sismeiro, quem leu o seu texto até pode pensar que eu tenho benefícios na promoção da fogaça!
Fique descansado que eu nada tenho a ganhar com isso pois não sou fogaceiro, nem pouco mais ou menos. Simplesmente olho para esse produto que está a cair no esquecimento dos Feirenses com uma grande mágoa e desilusão. Essa é diferença entre o Sr. e eu, pois estou numa causa com corpo e alma, sem que ninguém me possa acusar de beneficiar com esta luta. Diga-se que não mata, mas apaga da memória cultural e histórica de todos os Feirenses.

Pois não basta pedir uma vez por ano ao S. Sebastião que nos ajude, tem de ser todos os dias, mesmo que aja forças de bloqueio e de negação como Vossa Ex.ª

Para terminar: Se quer matar-se! Força, pois eu faço questão de pagar o seu lindo funeral, no entanto não perco tempo com situações liliputianas.

“Fogaça da Feira, Uma Morte Anunciada.”

Este titulo até pode parecer dramático, mas sinceramente acho que estou a ser muito melodioso.
A verdade é que não basta a Confraria da Fogaça, bem como a Associação dos Produtores Artesanais de Fogaça da Feira terem boa vontade para este maravilhoso doce concelhio não morrer.

É bom que a população e entidades olhem para a Fogaça como um doce em vias de extinção, caso não haja mudanças de atitude e de vontade por parte das entidades deste concelho nomeadamente Câmara Municipal. A Fogaça da Feira que pouco as entidades patrocinam, vai estar reduzida a uma festa anual, que é a Festa das Fogaceiras ou como na gíria se usa no norte do concelho “os vinte das fogaças”.

A realidade do caso é tão grave que as próprias entidades ainda não se interiorizaram da verdadeira dimensão deste problema. Vamos a ver a maior festa do concelho, que neste momento é a Viagem Medieval, o Feira Viva promove os produtos oriundos de fora do concelho em detrimento dos naturais de Santa Maria da Feira. Como não podia deixar de ser a Fogaça da Feira, que toda a sua história está ligada ao castelo, vê-se desprezada em relação ao pão-de-ló de Ovar ou de Arouca, e porquê!!! Por uma razão muito simples, se for doces ou produtos do concelho paga somente, e eu torno a repetir somente o dobro dos produtos não oriundos do concelho. Agora eu sei o motivo dos produtores de doces naturais de Santa Maria da Feira optarem por vender doces regionais como o Pão-de-ló de Ovar, publicitando assim o concelho vizinho e apagando da memória dos Feirenses este doce inigualável que está em vias de ser certificado de seu nome Fogaça da Feira!!!???

Agora vou lançar novamente um repto à Confraria da Fogaça, ao Agrupamento de Produtores Artesanais da Fogaça da Feira, Câmara Municipal de Santa Maria da Feira e Juntas de Freguesia para criarem a Rota da Fogaça. Essa consistia na demarcação das padarias históricas associadas ao agrupamento, colocando sinaléticas personalizadas indicando a localização, o nome e história das mesmas, mais devendo ser criados complementos de divulgação dessa mesma rota, nomeadamente passeios turísticos, escolares e de idosos com o intuito de ensinar e de demonstrar a forma correcta de fabrico, passando pela melhor maneira de comer e saborear este doce regional.
Esta rota teria assim também como objectivo educar, e sensibilizar a população e turistas para a história e a gastronomia secular do concelho de Santa Maria da Feira.

Caso seja criada, a Fogaça não se cingirá a apenas um único dia, mas sim a todo o ano e desta forma esclarece-se os Feirenses e os demais visitantes para as verdadeiras características deste requintado doce, havendo um conhecimento mais alargado para sempre que tenhamos de adquirir para consumo próprio ou para dádiva uma fogaça da feira, não se compre gato por lebre, evitando manchar o nome e a história que o povo tanto lotou para prestigiar e afamar este tão nosso doce regional.

APRENDA TUDO SOBRE O VINHO...

Desde os tempos mais remotos, o vinho saciava a sede de brindes, confraternizações e lendas, inibriando a todos com a magia e essência do seu paladar.


O vinho serviu, com alguma freqüência, de inspiração para pintores e escultores. Foram encontradas ilustrações onde o vinho, se não como protagonista, ao menos fazendo parte do contexto, está presente, em pinturas funerárias egípcias, Templos Antigos, Monastérios, Castelos, Catedrais... Nas tumbas dos faraós, encontraram-se pinturas, retratando detalhadamente a colheita da uva, prensagem e fermentação.

Para classificar um vinho, deve levar-se em conta:
Açúcar – É a quantidade de açúcar que define a classificação em seco, doce ou suave. Os secos devem possuir, no máximo, 5g/l de açúcar, (especificação aferida pela Legislação Vitivinícola Brasileira), pois o processo de fermentação é conduzido até que seja eliminado o açúcar presente no mosto, (sumo de uva). Já aos suaves, é adicionado açúcar, e como este não é consumido pela levedura, durante a fermentação alcoólica, se acumula no meio, fator este, que acaba escondendo as características aromáticas das uvas.
Coloração _ A uva de origem dá a coloração ao vinho, mas esta pode mudar após o processo de envelhecimento.
Elaboração _ É a elaboração que origina produtos diferentes.
Envelhecimento _ O tempo de envelhecimento é definido pelas características do vinho, sendo que, ums podem ter qualidade mesmo jovens, e outros necessitam envelhecer, para que a mesma seja adquirida com o tempo. Os vinhos jovens são mais perecíveis, (duram em média dois anos), de paladar agradável, o aroma da fruta é mais marcante, (podendo este assemelhar-se ao de flores), e a coloração mais viva. Os vinhos envelhecidos, (em barris de carvalho, ou na própria garrafa), têm uma evolução do “bouquet”, onde o seu aroma se torna mais forte, (assemelhando-se a manteiga ou baunilha, quando o processo é feito em barris de carvalho), e a coloração torna-se mais opaca.
Safra _ Alguns vinhos possuem no rótulo a safra de uvas que lhes deu origem.
Tipo de uva _ O nome da variedade que deu origem ao vinho, está presente no rótulo, e esta deve representar 65% da sua composição, e neste caso o vinho é classificado como Varietal, (se não possuir Denominação de Origem). No caso do vinho classificado de Assemblage, ele é elaborado a partir da mistura de outros vinhos, em proporções diferentes.

° O vinho, acompanhando ou não, uma refeição ou aperitivo, deve-se adequar a todo um contexto do momento, harmonizando-se com o paladar da comida, ocasião e clima.

° Além de um complemento gastronômico, o vinho também é utilizado para adicionar um toque especial ao paladar de certos pratos, começando pela já tão conhecida “vinha de alhos”.

Como guardar:
Os vinhos devem ser guardados, de preferência na posição horizontal, em local com pouca luminosidade, e cuja temperatura não deve ultrapassar os 20°C.

Temperatura:
Para resfriar o vinho recomenda-se um balde com gelo, ou até mesmo a geladeira, mas jamais o freezer, porque o choque térmico tende a modificar as características. Quanto à temperatura, não há que seguir regras impostas, e sim adequá-la ao gosto da pessoa, embora seja razoável levar em consideração alguns critérios básicos:
Espumante: O espumante deve ser gelado, para que a espuma se torne mais refrescante.
Vinho tinto: Vinho tinto, no inverno, deve ser tomado na temperatura entre 15 a 20°C, mas nada impede que, no verão, ele seja colocado na parte mais baixa da geladeira, por mais ou menos 30minutos.
Vinho branco: Vinho branco, no verão, deve ser degustado numa temperatura entre 8 a 10°C, e para isso, conservado num balde de gelo. No entanto, no inverno, a temperatura pode ser mais amena, e o balde de gelo, dispensado.
Vinho rose: Vinho rose, é um ponto intermediário de branco e tinto, e o critério para a sua temperatura deve harmonizar com o clima.

A arte de degustar:
_ Anule qualquer interferência no paladar, inclusive o fumo, ou qualquer outra bebida que não seja água.
_ Coloque uma pequena quantidade de vinho no copo adequado.
_ Passeie os olhos pelo liquido, analisando sua cor, reflexos, limpidez e brilho.
_ Aproxime o copo do nariz e concentre-se no aroma que dele exala. Gire o copo suavemente, enquanto vai percebendo novos aromas se desprendendo.
_ Leve o copo até à boca e sorva um pequeno gole, permitindo que o vinho entre em contato com as diferentes regiões da língua, pois cada uma capta um sabor distinto.
_ Tente decifrar a linguagem do vinho, contida em cada segmento, e procure definir com a sua linguagem, cada traço que o compõe.

AÇÚCAR
Dependendo da quantidade de açúcar que o vinho possui, recebe classificações, como seco ou suave.
Suave (pode ser tinto ou branco): ao qual é adicionado açúcar.Desta forma, o vinho fica com uma dose grande de açúcar residual, que é o açúcar que não é consumido pelas leveduras durante a fermentação alcoólica e se acumula no meio. Por esta técnica, os apreciadores dizem que eles possuem uma qualidade inferior, já que o açúcar pode esconder vários defeitos dos vinhos, além de características aromáticas das uvas.Secos: possuem uma dose muito pequena de açúcar residual, pois a fermentação só acaba com o fim do açúcar presente no mosto. Possuem, no máximo, 5g de açúcar por litro de vinho.Este índice é especificado pela Legislação Vitivinícola Brasileira.

SAFRA
Existem no mercado atual vinhos safrados ou não.Esta classificação não é obrigatória nos rótulos, porém, já é costume definir a safra ou vindima do vinho. Os vinhos ditos safrados devem possuir em seu rótulo a safra de uvas que lhe deu origem.

Como acompanhar:
° Apesar de algumas regras básicas que deverão ser levadas em conta, para que se possa apreciar o vinho em toda a plenitude das suas características, o paladar é pessoal, e alguns conceitos podem ser inovados, desde que não resultem em grandes desastres.
° Nunca sirva coquetéis como aperitivo, pois estes irão alterar a sensibilidade do paladar, para os vinhos a serem servidos durante a refeição.° Rosados e espumantes podem acompanhar todos os segmentos de uma refeição.
° Se servir vários vinhos a uma refeição, comece pelo mais leve e fraco, e termine com o mais forte e encorpado.
Vinhos não devem acompanhar:
_ Saladas temperadas com vinagre, pois o seu aroma ácido, altera o de qualquer vinho.
_ Pizzas, devido à acentuada combinação de temperos.
_ Sobremesas ácidas ou muito doces.
Nota:
Mesmo que se abra uma exceção com vinhos brancos doces, para cremes de baunilha, e tintos doces, para cremes de chocolate, evite usar vinhos brancos, roses ou tintos, secos, para qualquer tipo de sobremesa.

CONSUMO DOS VINHOS:
Os franceses têm um consumo anual de 115 l/p, os argentinos 60 l/p, e o Brasil 2,09 l/p.
O Brasil produz aproximadamente 260 milhões de litros por ano (segundo dados da União Brasileira de Vinicultura)

O VINHO E SUA HISTÓRIA
° Pesquisadores datam o início do cultivo da uva, de há mais de 4000 anos, mas a localização no tempo, das primeiras produções de vinho, ainda é incerta, as quais, de métodos artesanais, com mínimas condições de higiene, e formas rudimentares de conservação, assim como embalagens precárias, vem evoluindo na sua elaboração, ao mesmo tempo que, as formas da garrafa são mais elaboradas, e as rolhas mais fortes.

° Escavações na Turquia, na Síria, no Líbano e na Jordânia, indicam a presença das uvas, já na Idade da Pedra, cerca de 8000a.C, embora este dado se refira às uvas selvagens e não ao seu cultivo. A época em que o homem passou de nômade a sedentário, e por isso adquiriu o hábito de plantar, coincide com a data das sementes de uva (classificadas pela marcação de carbono), encontradas na Geórgia, que são definidas como sendo de plantio, porque estas diferem das selvagem, que não possuem os elementos necessários, (como a capacidade de armazenar açúcar na proporção de 1/3 do seu volume) para a confecção do vinho.

° A Palestina empreendia-se no cultivo e na seleção de vinhas da melhor qualidade, para a elaboração de uma gama de vinhos com grande reputação.Os vinhedos prosperavam à margem do Golfo Pérsico, dos Mares Cáspio, Negro e Egeu. Floresce no Egito e se propaga até à Europa. A cultura da uva é empreendida na Grécia, nas ilhas sob o domínio do Rei Baco, e os vinhos aqui produzidos são levados aos portos do Mediterrâneo, às vezes com preços exorbitantes, especialmente em Roma, onde o seu consumo chegou a ser proibido para as mulheres, devido ao excesso tomado por alguns consumidores, e seus efeitos, considerados não morais.A expansão desta cultura se deu de tal forma, que causou uma superprodução na Península Ibérica, e uma conseqüente queda de preços. Pressionado pela crise, o Imperador Domiciano, ordenou que fossem queimadas as vinhas de origem dos vinhos de baixa qualidade, o que não impediu que a cultura do vinho continuasse sua progressão, principalmente com a grande contribuição da Igreja, a qual passou a fazer da viticultura, uma forma de aumentar o seu tesouro, abastecendo monarcas, e altas autoridades de países vizinhos.Já fomentada em larga escala pelo clero, ao redor dos monastérios, e em seguida pela nobreza, ao redor dos castelos, a cultura de vinhedos atinge o interior das cidades, onde são controlados pela burguesia(senhores feudais).

O VINHO NA LITERATURA
° O primeiro documento escrito que menciona as uvas, ou o produto do seu sumo, é a Bíblia, quando diz: “Noé plantou uma vinha e tendo bebido o seu vinho, se embriagou em sinal de agradecimento”.

° Alguns vinhos de renome, na Antiga Grécia, já eram citados por Homero, e a colheita durante o outono, é descrita com lirismo.

° A história dos vinhedos, na Antiguidade, foi ilustrada pelo poeta Hesíodo.

° O código de Hamurabi é o primeiro livro sobre leis onde se faz referência aos vinhos, imputando castigos a certas condutas das “casas de vinho”.

° Hipócrates, em seus escritos, deixou várias observações sobre as propriedades medicinais do vinho.

° Por volta de 1.300, o espanhol Arnaldus de Villanova, médico e professor, escreve o primeiro livro impresso, sobre o vinho, “Líber de Vinis”.

Citações ao vinho:
O doce beber que nunca me teria saciado. (Dante Alighieri)

A Alma do vinho assim cantava na garrafa:“Homem, ó deserdado amigo, eu te compus,Nesta prisão de vidro o lacre em que se abafas,Um cântico em que só há fraternidade e Luz”(Charles Baudelaire)
(extraído do poema L´Âme du Vin)

Sem vinho, sem soldados. (Napoleão Bonaparte)

A penicilina cura os homens, mas é o vinho que os torna felizes. (Fleming)

Boa é a vida, mas melhor é o vinho. (Fernando Pessoa)

Por mais raro que seja, ou mais antigo,Só o vinho é deveras excelente.Aquele que tu bebes, docemente,Com teu mais velho e silencioso amigo.(Mário Quintana)

Vinho cor do diaVinho cor da noiteVinho com pés de púrpuraO sangue de topázioVinho,Estrelado filhoDa terra (Pablo Neruda)
(extraído do poema “Oda al Vino”)

O VINHO NA MITOLOGIA
° A história do vinho, ligada à mitologia oriental, tem o rei Baco, uma espécie de divindade suprema, seu personagem principal. O rei Baco era festejado em Atenas, com procissões e espetáculos, e a ele era dedicado um dia do ano, no qual aconteciam orgias, originadas na Grécia, e difundidas mais tarde em Roma.Tais orgias tiveram seu fim em 186a.C, através de um decreto.

° Na Grécia, em Atenas, o Festival de Dionísio, tinha entre seus significados, a comemoração do grande dilúvio, castigo com o qual, Zeus (Júpiter) sentenciou o pecado dos homens. O único casal que sobreviveu gerou três filhos, entre eles Orestheus, que teria plantado a primeira vinha, e Amphictyon, ao qual Dionísio ensinou sobre vinho.

° Na Pérsia, seu rei Jamshid, que teria construído um grande muro para ajudar Noé a salvar os animais do dilúvio, conservava uvas em jarras, para serem consumidas fora da estação. Certa vez, uma das donzelas do harém tenta se matar, ingerindo o suco das uvas contidas em uma das jarras, que espumavam e exalavam um cheiro estranho, por acreditar tratar-se de veneno. Ela não morreu, e em vez disso caiu num repousante sono, após ter sentido o êxtase da alegria. Ao saber disso, o rei ordenou que tal bebida fosse produzida em grande quantidade.

COLORAÇÃO
Os vinhos podem possuir coloração diferente segundo a uva que lhe dá origem e, com o envelhecimento, a coloração pode mudar. O vinho branco é aquele elaborado com uvas brancas. Possui uma coloração amarelada, com diversas tonalidades combinadas com o amarelo. Pode ser elaborado de duas formas: através de uvas brancas -"Blanc de Blancs" ou com uvas tintas vinificadas em branco -"Blanc de Noir".Outro é o vinho tinto, elaborado exclusivamente de uvas tintas. É o vinho mais apreciado pelo consumidor atual. Ou então, o vinho rosé ou rosado, que é um vinho com uma coloração intermediária. Pode ser elaborado de duas formas: ou por mistura de um vinho tinto com um branco, ou com uvas tintas que ficam um tempo pequeno com a presença das cascas das uvas, período chamado de Maceração Pelicular.Sua expressão no mercado sempre foi diminuta. Quase não são elaborados atualmente.

O vinho e suas propriedades
O vinho tem diversas propriedades benéficas à saúde, (quando consumido moderadamente). Entre elas está a redução de doenças cardíacas, diminuição da taxa do mau colesterol, aumento da taxa do bom colesterol, proteção contra a ação dos radicais livres.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Palma de Maiorca...

Que se pode dizer de Palma de Maiorca!!! Depois de Ibiza acho que é a ilha espanhola com a melhor noite. No entanto os hotéis comparados com Tenerife são umas autenticas pensões de duas estrelas. Mas quem vai para Palma, só precisa do hotel para trocar de roupa, é que com uma noite daquelas, dormir é pecado.

  ©Template by Dicas Blogger.

TOPO